Produtores de queijo portugueses vão iniciar exportação para o Brasil dentro de 2 meses

Os produtores portugueses vão iniciar as vendas de queijo de ovelha para o mercado brasileiro dentro de dois meses, revelou à agência Lusa fonte ligada ao processo.

José Carlos Pessoa, director da Casa dos Queijos, empresa que representa 22 produtores portugueses, afirmou que o processo para autorização do governo brasileiro para a importação do produto português está na fase final.

“Será uma vitória histórica de nossa principal batalha que se iniciou em 2001 com o pedido apresentado pelos produtores às autoridades brasileiras”, avançou José Carlos Pessoa.

O responsável disse que falta definir apenas se o governo brasileiro, através do Ministério da Agricultura, vai aceitar a norma europeia para os rótulos do produto.

“A norma brasileira obriga a apresentação no rótulo de todos os componentes químicos presentes no alimento, o que não é exigido na Europa”, avançou José Carlos Pessoa.

O director da Casa dos Queijos salientou, entretanto, que essa negociação deverá estar concluída dentro de 60 dias, apesar do “complicado aspecto burocrático” no Brasil.

O responsável disse que não há uma projecção do potencial do mercado brasileiro para o queijo português, mas que as expectativas dos produtores são “muito grandes”.

“Com o tamanho da população brasileira e a grande presença da comunidade portuguesa, nomeadamente em cidades como Rio de Janeiro e em São Paulo, só podemos estar muito optimistas com o futuro desse negócio”, realçou o director.

José Carlos Pessoa está no Brasil onde participou da Expovinis, a maior feira de vinhos da América Latina, organizada pela Exponor Brasil, do grupo Exponor – Feira Internacional do Porto, que decorreu durante a semana em São Paulo.

A empresa Casa dos Queijos representa as marcas Queijo Serra da Estrela, Queijo Castelo Branco, Queijo Amarelo da Beira Baixa, Queijo de Évora, além de queijos em azeite, curados e mistos.

Actualmente, os queijos portugueses são exportados para o mercado europeu, nomeadamente Itália, França e Dinamarca, e para os Estados Unidos.

O responsável afirmou que existem “boas expectativas” para iniciar a exportação para os países do Médio Oriente, Oriente, Austrália e Nova Zelândia.

Fonte: Lusa

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