MARL: Operadores Protestam contra Alegados Privilégios, Administração Nega

Meia dúzia de operadores do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL) protestaram sexta-feira contra alegados privilégios dados a alguns produtores no aluguer de espaços, mas a administração nega totalmente as acusações.

O líder do protesto, Paulo Nascimento, disse à Agência Lusa que a administração do MARL “está a alugar espaços por períodos de seis meses” a produtores de cereja por preços mais baratos que o normal, quando os outros operadores instalados no mercado só tiveram opção de compra de espaços por preços que vão dos 15 mil aos 70 mil euros.

O administrador do MARL, João Matos Lima, disse à Agência Lusa que é “absolutamente falso” que estejam a ser alugados espaços com qualquer tipo de privilégios.

João Matos Lima admitiu que se instalou no MARL uma cooperativa produtora de cereja que se lançou ela própria no mercado, mas o espaço “foi comprado nas mesmas condições de qualquer outro operador”, pagando as mesmas taxas e por um período de 25 anos.

Paulo Nascimento explicou que a instalação de produtores de cereja no MARL “prejudica” operadores mais pequenos que dependem das campanhas de cereja nesta altura do ano para “suportar os meses piores”.

“Estão a tirar-nos o pão da boca”, queixou-se Paulo Nascimento, afirmando que na próxima quarta-feira haverá uma manifestação maior frente à administração do MARL.

Os operadores envolvidos no protesto afirmam que os espaços, situados na zona de fruta, estão a ser alugados por 400 euros/mês desde fins de Abril e que os operadores que costumam contar com o negócio da cereja “já estão a ressentir-se”.

João Matos Lima disse à Lusa que a função da administração do MARL é “garantir um mercado competitivo e livre, não é proteger ninguém”.

“Tomara eu que viessem mais cooperativas”, disse, uma vez que isso permite “viabilizar o mercado e garantir melhores preços aos consumidores. Quanto aos operadores, “têm que se adaptar”, argumentou.

Paulo Nascimento, que disse falar em nome de 200 dos 700 operadores do Mercado, reiterou que vai continuar o protesto contra o alegado aluguer de espaços e reclamam a devolução das taxas de acesso que tiveram que pagar quando se instalaram no MARL.

“Se isto não se resolver de maneira legal, haverá uma manifestação de camiões [do MARL] até São Bento”, avisou.

Fonte: Lusa

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