O atraso na atribuição de novas licenças, durante 2004, acabou por adiar o arranque do plano de expansão dos supermercados Pingo Doce e dos hipermercados Feira Nova. O grupo Jerónimo Martins estima que só a partir de 2006 “se registe um impacto significativo nas vendas das duas insígnias” com a abertura de novas superfícies. Contudo, o grupo refere, em comunicado, que durante este ano a área de expansão das operações vai estar focada “na preparação de novos pedidos de licenciamento a apresentar nas várias fases de aprovação, enquanto os projectos licenciados serão submetidos a novas análises financeiras”.
A administração da Jerónimo Martins, agora liderada por Luís Palha, realça a “notável performance operacional e financeira”, apurada no primeiro trimestre de 2005, com os resultados líquidos a fixarem-se em 16,8 milhões de euros, 11,2% acima do valor verificado em período homólogo de 2004. O acréscimo dos lucros “fica a dever-se ao excelente desempenho operacional de grande parte dos negócios do grupo, com destaque especial para o Pingo Doce e Biedronka”.
No período em análise, as vendas consolidadas registaram uma progressão de 12%, atingindo 875,7 milhões de euros. Os resultados operacionais cresceram 22% e o cash-flow operacional (EBITDA) sofreu um acréscimo de 12%.
O grupo chama a atenção para o “pouco dinamismo” do consumo, apesar do efeito sazonal da Páscoa, contribuindo para a manutenção do ambiente fortemente concorrencial no sector da distribuição alimentar. A empresa destaca, na actividade em Portugal, a prestação da cadeia Pingo Doce, com as vendas a crescerem 5,7%, “apesar da deflação registada nos preços da insígnia”.
Na Polónia, as vendas da Biedronka aumentaram 7,6%, com o crescimento do número de lojas (mais 55 desde Abril de 2004) a conduzir a uma subida de 16,3% das vendas totais em zloties, o que equivale a 37,9% em euros. Nos primeiros três meses de 2005, a insígnia procedeu à abertura de nove lojas e remodelou dez outras unidades.
Na área industrial, o grupo realça a integração da Bestfoods na FimaVG, que se reflectiu na melhoria do cash-flow operacional.
Fonte: DN
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