Vinho de qualidade com quebra de 20 por cento e girassol triplica produção

A vindima de 2007 vai originar um vinho de qualidade, mas é esperada uma quebra de 20 por cento na produção, tendência contrária ao acréscimo estimado no girassol, cuja produção deverá mais que triplicar devido ao aproveitamento para biocombustível.

As previsões agrícolas de 31 de Outubro, hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que o tempo seco permitiu a “realização das vindimas em boas condições, esperando-se um mosto de qualidade e de elevada graduação alcoólica”.

As estimativas, já com as adegas a funcionar, continuam a apontar para uma quebra de produção de 20 por cento, “não se antevendo dificuldades” no escoamento dos 5,8 milhões de hectolitros de 2007, contra 7,3 milhões um ano antes.

No girassol, devido à contratualização das superfícies cultivadas por empresas fabricantes de biodiesel, a produção regista um acréscimo de 265 por cento, para 15 mil toneladas, salienta o INE.

No olival, as condições meteorológicas foram adversas na altura da floração e seguiram-se de tempo quente e seco que condicionou o enchimento dos frutos e provocou a queda da azeitona determinando uma descida da produção de cerca de 25 por cento.

O INE salienta, no entanto, que “a entrada em plena produção de muitas áreas de olival intensivo e super-intensivo irá atenuar as quebras de rendimento” agora previstas.

No tomate para indústria, as áreas contratadas subiram oito por cento, ultrapassando um milhão de toneladas.

As produtividades do milho foram superiores àquelas da campanha passada, e, apesar do aumento acentuado do seu preço, as áreas de cultivo não registaram alterações face a 2006.

No arroz, assistiu-se um aumento de produção resultante exclusivamente do acréscimo da área, para 158 mil toneladas.

Entre as várias espécies de fruta, o INE confirma a quebra de 20 por cento na pêra e o decréscimo generalizado nos frutos secos, nomeadamente de 15 por cento no caso da castanha e de 35 por cento na avelã.

A produção de amêndoa aumentou no Algarve, mas reduziu-se em Trás-os-Montes o que resultou numa previsão de descida para 12 mil toneladas, refere o INE.

As previsões apontam para a manutenção na produção de maçã e de kiwi.

Fonte: Confragi

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