O ministro da Agricultura português reúne-se hoje à noite pela segunda vez com a presidência britânica da União Europeia (UE) e com a Comissão Europeia, que tentam desbloquear as negociações do regime do ajudas comunitárias ao açúcar.
A reunião dos ministros, que se iniciou segunda-feira, está suspensa para a realização de encontros com nove países, designadamente Portugal, Espanha, Itália, Irlanda, Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca e Finlândia, muitos dos quais estão contra a proposta comunitária.
Depois das reuniões, que se realizam entre o ministro de cada país, a comissária europeia da Agricultura e a presidência britânica da UE, será apresentada quinta-feira à 09:00, uma nova proposta de compromisso.
Na primeira reunião bilateral, realizada hoje de manhã, o ministro da Agricultura português, Jaime Silva, exigiu uma ajuda suplementar para os produtores portugueses de beterraba e garantias de que a fábrica de Coruche se mantém, sem as quais votará contra a proposta de reforma do sector do açúcar.
Para o Governo português, ou estas condições são cumpridas, ou “Portugal votará contra a proposta”.
Em causa está a reforma do regime de ajudas comunitárias aos produtores de açúcar da UE, que aponta para uma redução dos preços em 39 por cento em quatro anos (de acordo com a proposta actualmente em cima da mesa), uma compensação até 65 por cento dos prejuízos e ajudas à reestruturação.
Portugal exige ainda que os produtores que deixem a beterraba possam dedicar-se a culturas alternativas, como as hortofrutícolas, o que não está previsto no actual regime da Política Agrícola Comum (PAC), revisto em 2003.
Caso o acordo político, que necessita do aval da maioria dos Estados-membros, não aconteça até quinta-feira, a presidência britânica da UE admite convocar, para o início de Dezembro, uma reunião extraordinária de ministros da Agricultura para tentar desbloquear o impasse.
Fonte: Lusa
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