UE / Pescas: Portugal mantém quotas, reduzindo apenas na família dos tubarões

Portugal mantém nos próximos dois anos as quotas de captura em águas profundas, à excepção das espécies de tubarões, como a tintureira ou o cação, segundo um compromisso a que chegaram hoje os ministros das Pescas da União Europeia (UE).

Segundo o ministro da Agricultura e Pescas, Jaime Silva, apenas as quotas de pesca do tubarão nas águas continentais e dos Açores sofreram um corte de 25 por cento em relação à quota para este ano.

As quotas de peixe-espada preto, de imperador, de goraz e de abrótea mantêm-se iguais nos próximos dois anos.

Na base deste acordo, adiantou o ministro no final da reunião com os seus homólogos, estiveram os pareceres científicos elaborados pelo Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (Ipimar) e que garantem a sustentabilidade dos stocks de peixe-espada preto nos Açores e na Madeira.

“O Governo português orienta-se pelos pareceres científicos do Ipimar e o que pescarmos a mais hoje, pescaremos menos amanhã”, sublinhou.

Em relação ao tubarão, Jaime Silva adiantou que a redução de capturas é feita por perda – são lançados ao mar – uma vez que é pescado juntamente com o peixe-espada preto.

Em Portugal o peixe-espada preto é capturado através da pesca de palangre de fundo, ou seja um aparelho com vários anzóis.

Pelo contrário, no Norte do Atlântico o método usado é o de arrasto, muito mais lesivo para as espécies.

Os ministros das Pescas da UE chegaram hoje a um acordo em que, na generalidade, as quotas de pesca de espécies de profundidade foram reduzidas entre 10 e 25 por cento.

A proposta inicial da Comissão Europeia previa cortes na ordem 33 por cento para as quotas de águas profundas em 2007 e 2008.

Em relação ao peixe-espada-preto, os pescadores portugueses poderão capturar 3966 toneladas em águas continentais e dos Açores e 4285 nas da Madeira.

As quotas de imperador mantêm-se nas 214 toneladas.

As de goraz nas águas continentais são de 230 toneladas e nas dos Açores de 1116 toneladas.

As quotas para a abrótea são de 10 toneladas no Continente e de 43 nos Açores.

Fonte: Agroportal

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