A Comissão Europeia (CE) decidiu esta terça-feira embargar durante um mês a importação comercial de aves para o espaço da União Europeia, medida que se tornará efectiva nos próximos dias.
A proposta da CE foi hoje apreciada por especialistas veterinários e considerada adequada para tentar controlar a expansão da gripe das aves.
Esta decisão foi tomada depois de se ter descoberto que, na Grã-Bretanha, um papagaio importado do Suriname morrera durante a quarentena devido ao vírus H5N1 da gripe das aves – o mais perigoso para os seres humanos – depois de ter sido posto em contacto com um pássaro proveniente de Taiwan.
O embargo visa as «importações comerciais de pássaros de cativeiro» e entrará em vigor após uma decisão da Comissão nos próximos dias, refere um comunicado de Bruxelas.
Os particulares continuam autorizados a trazer até cinco pássaros selvagens das suas viagens com a condição de que estes se submetam a um período de vigilância de 30 dias.
Esses pássaros devem constar de uma lista autorizada pelo país de proveniência ou, à falta dela, pelo Estado membro de destino.
«Em alternativa, os pássaros poderão ser admitidos se estiverem vacinados contra a gripe das aves ou se o teste à gripe de aves a que forem submetidos der resultado negativo depois de um período de isolamento de dez dias antes da deslocação», acrescenta o comunicado da CE.
Até agora, a regulamentação para as importações particulares de aves era estabelecida por cada um dos Estados membros.
«Pensamos que o risco principal está relacionado com as importações comerciais em grande escala», explicou Philip Tod, porta- voz do comissário da Saúde e da Protecção dos Consumidores, Markos Kyprianou.
Este fim-de-semana, a CE tinha mostrado reservas em relação a um embargo desta natureza, por considerar que a medida poderia favorecer o desenvolvimento de um mercado negro fora de qualquer controlo sanitário.
«Tendo em conta o desenvolvimento da situação, a Comissão reconsiderou a sua posição», disse Tod.
A decisão, que prevê algumas excepções, como sejam as importações destinadas a jardins zoológicos, será aplicada até 30 de Novembro e submetida, até lá, a uma análise dos especialistas.
Entre os 25, a Bélgica defendeu uma medida mais radical, recomendando a «interdição permanente» das importações de aves selvagens.
«Todos esses pássaros podem muito bem ter sido criados na Europa, o que torna a sua importação supérflua», declarou o ministro do Ambiente belga, Bruno Tobback.
A CE proibiu, igualmente, a importação de carne de aves e de pássaros vivos da Croácia, depois da confirmação, na segunda- feira, pelas autoridades de Zagreb, da presença da gripe das aves em gansos mortos encontrados perto de Nasice, no leste do país.
Amostras dos pássaros mortos foram enviadas para um laboratório britânico que deverá confirmar, nos próximos dias, a presença ou não do vírus H5N1.
Fonte: Diário Digital
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