Segundo caso da nova variante de Creutzfeldt-Jakob em Portugal

A Direcção-Geral de Saúde anunciou, ontem, a detecção da nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob numa jovem portuguesa residente no Continente.

É a segunda vez que se regista esta doença em Portugal.

A primeira vez foi em 2005, quando a nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob foi diagnosticada num jovem de 13 anos.

Na altura, as autoridades de saúde calcularam que o paciente tivesse contraído a doença em 1998, quando ainda não existia controlo da encefalopatia espongiforme bovina (EEB) no nosso país.

A EEB, mais conhecida por doença das “vacas loucas”, é tida como a causa da nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob em humanos, associada ao consumo de carne de bovino.

A Direcção-Geral de Saúde adiantou não poder estimar o número de infectados em Portugal. «Não há previsões, não há cenários. Há vigilância de casos suspeitos e há a certeza de que a doença é muito rara».

Sabe-se que o seu período de incubação é longo e, portanto, os casos que surgirem no presente estão relacionados com o consumo de carne há anos atrás.

O director-geral de Saúde, Francisco George, ressalvou que «é necessário distinguir entre a Creutzfeldt-Jakob geralmente diagnosticada em pessoas de idade e a nova variante». Esta é que está relacionada com o consumo de carne de bovino e aparece, normalmente, em jovens.

«Este é o segundo caso provável da nova variante em Portugal, mas há uma média de dez casos por ano diagnosticados da Creutzfeldt-Jakob tradicional», avançou o responsável.

Em 2006, o Ministério da Agricultura conduziu mais de cem mil testes à EEB em animais, resultando na detecção de 33 animais infectados, ou seja, menos 18 do que em 2005.

A carne de bovino portuguesa esteve sujeita a um embargo da União Europeia ao longo de seis anos, precisamente por registar um número elevado de casos de EEB.

Este cordão sanitário foi levantado em Novembro de 2004, altura em que a União Europeia reconheceu que a incidência da doença decresceu e que as «acções firmes de controlo do risco» tomadas por Portugal foram suficientes.

Fonte: Confragi

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