Entre o valor que é pago na lota e o prato do restaurante, a sardinha aumenta de preço mais de 17 vezes. A garantia surge expressa na edição desta sexta-feira do Diário de Notícias, que recorda ainda o exemplo do pargo, que, se da lota à peixaria encarece «apenas» 12%, já quando chega ao hipermercado, o preço já subiu 58%.
Desde que é capturado até às mesas de cada um, o peixe anda de banca em banca fazendo um percurso que à partida parece simples, mas que acaba por sair caro aos bolsos do consumidor.
Um quilo de robalos, por exemplo, pode custar cerca de 13 euros na lota e o preço a pagar por apenas um peixe num restaurante subir até aos 40 euros.
Os preços variam de zona para zona, dependendo do afastamento em relação à costa, da origem do pescado ou da qualidade dos restaurantes. Apenas uma certeza permanece inalterada: há um caminho a pagar… aos intermediários.
Portugal é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, ficando apenas atrás do Japão e da Islândia.
Por ano, cada português consome em média 59 kg de peixe, face a uma média europeia que ronda os 20 kg por pessoa.
Os últimos dados apontam para uma descarga de cerca de 168 mil toneladas por ano nos portos nacionais.
Fonte: Diário Digital
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