Um grupo de populares alertou hoje para um caso de alegada poluição causada por uma suinicultura em Rio Maior, acusando-a de contaminar linhas de água, um facto que é negado pela empresa.
Entretanto, o Bloco de Esquerda, através da deputada Alda Macedo, entregou um requerimento parlamentar onde dá conta à tutela o protesto dos populares e o “agravamento da poluição da água e a existência de maus cheiros persistentes”.
Numa carta enviada ao Instituto da Água, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e ao Delegado de Saúde do Concelho de Rio Maior, 135 moradores das freguesias de Ribeira de S.João e S.João da Ribeira acusam a suinicultura de provocar maus-cheiros e despejos numa vala adjacente ao rio Maior.
“Desde há cerca de dois anos que sofremos com a poluição provocada por uma suinicultura da empresa Intergados”, refere a carta, assinada pelos populares, que também enviaram uma exposição ao Provedor de Justiça.
“Já houve pelo menos uma pessoa que teve que receber tratamento no serviço de urgências do Hospital Distrital de Santarém, no passado dia 04 de Agosto, com problemas respiratórios”, nota o documento.
Por seu lado, deputada Alda Macedo, do Bloco de Esquerda, reclama uma solução do Ministério do Ambiente.
“A respectiva denúncia já foi realizada pelos moradores a diversas entidades competentes, como aos órgãos de poder local, ao Instituto da Água e à brigada do ambiente da GNR, sem que o problema tenha sido resolvido”, referiu a deputada.
Confrontado com estas críticas, Paulo Inácio, administrador da empresa Intergados, rejeitou qualquer tipo de poluição, salientando se trata “das poucas explorações nacionais que têm licença ambiental” aprovada pelo Instituto do Ambiente.
Por seu turno, o engenheiro ambiental da empresa, António Vidal, também rejeitou estas acusações dos populares.
“Isto é uma exploração de porcos, não é uma fábrica de perfumes”, ironizou.
António Vidal salientou que os maus odores só se sentem em “ocasiões pontuais”, quando, por questões climáticas, o cheiro não se dissipa para a atmosfera.
Na sua opinião, trata-se de um caso de “má-fé” por parte de uma vizinha que está a “motivar o protesto”, até porque a exploração tem uma “estação de tratamento dimensionada” e apresenta a produção de biogás.
“Estão a ser escalpelizadas todas as emissões poluentes” com análises regulares que “não indicam qualquer problema”, acrescentou António Vidal.
“Ninguém neste país faz nem perto daquilo que nós fazemos no quadro do ambiente”, afirmou, revelando ainda que a empresa está disponível para abrir a exploração às autoridades e à comunicação social.
“Não temos segredos nenhuns e podem ver tudo”, afirmou.
Fonte: Agroportal
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