Preços dos cereais baixam na última semana

Os preços dos cereais aumentaram 50 por cento desde Julho de 2010 até a primeira metade de Novembro, apesar de na última semana registar-se um retrocesso dos mesmos, devido às mudanças da política económica da China e a incerteza financeira, de acordo com a informação de mercado do CIC.

Segundo o Conselho Internacional de Cereais (CIC), a soja nos Estados Unidos foi a cultura com maior volatilidade de preço durante o mês de Novembro, depois de passar por uma forte subida, que atingiu quase os 525 euros por toneladas para baixar logo de seguida até os 475 euros no final do mês.

O aumento assinalado de início foi em resposta às piores previsões de colheita e existências nos Estados Unidos, caindo cerca de 0,9 e 2,2 milhões de toneladas, respectivamente, de acordo com as estimativas avançadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

As cotações voltaram a produzir algum efeito no final do mês depois da assinatura de entendimento entre os Estados Unidos e a China, para a venda de 5,5 milhões de toneladas de soja norte-americana e da ocorrência de uma operação de saída de 780 mil toneladas de soja para a China, que corresponde à maior comercialização individual desde 2008.

No caso do milho, os preços continuaram fixos em torno dos 260 dólares a toneladas na primeira metade do mês de Novembro depois da publicação do Departamento de Agricultura, que anunciava previsões de uma quebra de 3,2 milhões de toneladas na colheita de milho e as existências finais da campanha mais baixas dos últimos 14 anos. No entanto, durante o mês, os preços diminuíram, até os 30 dólares a tonelada.

O trigo manteve os preços altos perante a preocupação sobre a qualidade e quantidade deste cereal nos Estados Unidos, a menores exportações da União Europeia e aos resultados de uma colheita intermédia na Austrália.

Para a cevada, as cotações estabilizaram na União Europeia de vido a uma procura constante após a redução de disponibilidade no Mar Negro. Pelo contrário, na Austrália, os preços caíram em resposta da dura concorrência dos trigos de baixa qualidade.

O arroz marca a diferença em relação aos outros cereais, com os preços a aumentarem devido à forte procura por parte da Tailândia, Vietname e Estados Unidos.

Fonte: Agrodigital e Confagri

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