O presidente da subcomissão parlamentar da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Miguel Ginestal, defendeu ontem a aposta do Governo em projectos ligados à fileira da maçã, no qual Portugal tem ainda um défice de produtividade.
Durante uma viagem pela rota da maçã na região Beira Távora – onde nos últimos anos tem sido plantado o maior número de novos pomares do país -, Miguel Ginestal frisou a importância daquele fruto para a economia nacional, justificando assim a atenção que mereceu por parte dos deputados.
Desde domingo, os deputados da subcomissão passaram pelas regiões do Oeste, Beira Távora, Cova da Beira e também por Mangualde e Penalva do Castelo, onde se produz maçã Bravo de Esmolfe.
Miguel Ginestal afirmou que “a maçã é um sector onde Portugal é cada vez mais competitivo”, mas em relação ao qual o país tem ainda um défice de produtividade.
A média nacional é de uma produção de 13 toneladas por hectares, ainda que a região Beira Távora, que visitou ontem de manhã, esteja acima desse valor, “praticamente ao nível do Oeste”.
“Aqui há pomares que produzem à volta de 40 toneladas, que é a produção média possível no nosso país, mas há ainda uma ‘décalage’ grande que temos que ultrapassar, temos que fazer um esforço grande de modernização dos nossos pomares para produzirmos à volta de 40 toneladas”, defendeu.
O deputado socialista, eleito pelo círculo de Viseu, lembrou que os principais concorrentes de Portugal, nomeadamente Itália, França e Espanha, “têm produções por hectare de cerca de 60 toneladas”.
Contou que “está a ser feito um esforço muito assinalável pelos produtores, pelas organizações de produtores, pelas cooperativas, no sentido de modernizar os pomares”, nomeadamente na Beira Távora, “a região do país que nos últimos anos tem plantado o maior número de novos pomares”.
“Isso significa que há iniciativa, capacidade de inovação, de modernizar os pomares e de vontade de prosseguir a favor da agricultura de qualidade”, considerou.
Miguel Ginestal frisou que “Portugal deve produzir aquilo que faz bem e melhor do que os outros”, aludindo às frutas, legumes, vinho, cortiça, azeite e floresta.
“Estas é que são as estratégias nacionais e é aqui que nós devemos investir todos os esforços”, acrescentou.
Foi por considerar a fruta “um sector prioritário” que a subcomissão parlamentar da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas realizou a visita que ontem terminou, dando assim “um estímulo aos produtores para que prossigam o trabalho de valorização das suas explorações agrícolas”.
“Para que possamos prosseguir este combate permanente de valorização da agricultura portuguesa, essencial à coesão territorial e social destes municípios de interior, cuja economia vive essencialmente da produção agrícola”, sublinhou.
Fonte: Lusa
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