Pecuária: Sector da carne de suíno foi o mais dinâmico dos últimos 10 anos

O sector da carne de suíno é o sector pecuário que maior dinamismo demonstrou nas últimas décadas, tendo-se registado aumentos substanciais tanto ao nível do volume de produção como em termos de estabelecimento de redes comerciais mundiais.

A análise do Diário Digital Agrário constatou o aparecimento de uma produção baseada em diversos modelos e dimensões de organização, incluindo pequenos agricultores locais ao lado de grandes empresas de integração vertical, que comercializam a carne de suíno tanto nacional como internacionalmente.

O maior crescimento relativo da produção de carne de suíno registou-se na Ásia, embora também se tenham verificado importantes evoluções na Europa e na América do Norte; este processo foi acompanhado de uma forte concentração regional, tanto na produção como na exportação.

Os dez maiores produtores mundiais abarcavam, em 2004, 77,6 por cento da produção mundial e os dez maiores exportadores eram responsáveis por 80 por cento do mercado. Os países que registaram maior crescimento relativo no sector da carne de suíno foram o Vietname e as Filipinas, mas o maior valor absoluto pertenceu à China, com 48 por cento da produção mundial.

No que diz respeito à União Europeia, a evolução do sector tem sido muito desigual: em termos absolutos, os maiores aumentos verificaram-se em Espanha, Alemanha e Dinamarca, mas a produção sofreu decréscimos significativos no Reino Unido, Holanda, Suécia e Grécia.

De uma forma geral, os índices de crescimento estão distantes da média mundial, embora a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Alemanha e a Espanha ocupem lugares cimeiros na lista de exportadores mundiais de carne de suíno.

Esta situação deve-se, em grande parte, ao facto do esquema produtivo destes países ser dominado pelas tais cadeias de integração vertical, que permitem um maior controlo da qualidade e da segurança das carnes, a par de menores riscos de propagação de doenças animais.

As estimativas para a próxima década apontam para um crescimento em todos os países que já são grandes produtores, excepto no Japão. Prevê-se que a China, no caso de conseguir ser auto-suficiente em termos de ração, venha a aumentar a sua produção em mais de dez milhões de toneladas.

Os maiores volumes de exportação provirão de países da União Europeia, do Canadá e do Brasil; a pressão dos países que produzem com menos custos obrigará a um decréscimo dos preços da carne de suíno no mercado comunitário. Os principais destinos mundiais das vendas serão o Japão, a China e o México.

Fonte: Confragi

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