Ovos crus podem esconder vírus da gripe das aves

O volume de negócios que a indústria avícola gera anualmente. Os postos de trabalho existentes no sector avícola.
O risco de infecção pelo vírus da gripe das aves através do consumo de ovos crus é uma possibilidade que não pode ser excluída. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos informou ontem que “não existem evidências de que a gripe aviária possa ser transmitida aos humanos através do consumo de alimentos”, mas admitiu um “risco potencial” e advertiu “Esta possibilidade não pode ser excluída.”

Em Bruxelas, Philip Tod, porta-voz do comissário europeu para a Saúde, Markos Kyprianou,afirmou que “não há vírus da gripe das aves nos produtos comerciais na União Europeia, e a carne de aves e os ovos, sobretudo quando bem cozidos, não colocam qualquer problema de saúde humana”. A ressalva feita à forma como devem ser cozinhados os ovos é sublinhada pela Agência Portuguesa para a Segurança Alimentar (APSA).

diminuição do risco. De acordo com a porta-voz da APSA, Ana Miranda, “não existem dados suficientes para afastar a hipótese da infecção pelo consumo de ovos crus, pelo que, como medida de precaução, estes devem ser cozinhados até ficarem duros”. Para “diminuição do risco”, devem ser comidos bem cozinhados, o que significa que “não podem ficar moles” – o que acontece quando são estrelados, escalfados ou mexidos e servidos parcialmente líquidos. Ana Miranda lembra que “a maior parte das sobremesas, a maionese e pratos como o bacalhau à Brás são feitos com ovos crus”.

Em comunicado, a APSA explica que o vírus do subtipo H5N1 é destruído a temperaturas superiores a 70º c. “Embora seja pouco provável que o H5N1 possa passar para os humanos através da carne crua ou dos ovos crus, cozinhar bem os alimentos pode matar o vírus ou eliminar qualquer risco potencial”, diz a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar.

O porta-voz do comissário europeu para a Saúde explicou que “todas as medidas estão a ser tomadas para impedir o movimento de aves em caso de ser detectado um foco de gripe aviária. Os produtos das zonas afectadas pela doença nunca serão colocados no mercado”. E acrescentou “Mesmo não tendo identificado o risco de infecção através do consumo, reiteramos a necessidade de serem observadas as medidas de higiene normais no que diz respeito à preparação dos alimentos, sejam para consumo crus ou cozinhados.”

Fonte: DN

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