O governo moçambicano vai reintroduzir este ano o processamento da castanha de caju, prevendo instalar três fábricas com uma produção anual de cem mil toneladas, disse hoje o ministro da Agricultura de Moçambique, Tomás Mandlate.
A reactivação da indústria de processamento da castanha “permitirá que Moçambique consiga ultrapassar nos próximos anos a produção de 100 mil toneladas por ano, contra as anteriores 70 mil toneladas”, destacou o ministro.
Uma delegação moçambicana vai deslocar-se este ano à Índia para trocar experiências com especialistas do sector, sobretudo no que respeita ao uso das novas tecnologias, assinalou o governante.
Mandlate referiu que o governo pretende seguir o modelo indiano, que “tem vantagens em termos de redução de custos”, devido à localização das fábricas em zonas de produção da castanha.
Na década de 1990, o Banco Mundial impôs a remoção da sobretaxa de exportação da castanha bruta e, em consequência, a indústria moçambicana de processamento deixou de ter matéria-prima e entrou numa situação de falência.
Nessa altura, milhares de trabalhadores, nomeadamente mulheres ficaram desempregados.
Falando sobre o actual estado do sector, Tomás Mandlate assegurou que tem vindo a registar um crescimento assinalável nos últimos anos, na sequência de iniciativas para reactivar a indústria, bem como pelo sucesso das campanhas de pulverização dos cajueiros contra o oídio.
O projecto de plantios de árvores foi igualmente bem sucedido, envolvendo alunos de escolas primárias, inseridos no programa governamental denominado “Vamos plantar mais cajueiros”, acrescentou o ministro.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal