A Região Demarcada do Douro vai transformar menos 1500 pipas em vinho do Porto do que em 2007, sobretudo por razões de prudência devido à queda das vendas de 8,3 por cento, em volume, registada no primeiro semestre do ano.
A produção autorizada foi fixada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), no Conselho Interprofissional, no qual foram ouvidas as Associações das Empresas de Vinho do Porto e dos Vitivicultores e Engarrafadores dos Vinhos do Porto e Douro.
O IVDP reconhece no comunicado de vindima que fixar o quantitativo em 123.500 pipas é regressar «aos valores de 2006«, mas sublinha que «as previsões de produção base no modelo pólen apontam para uma diminuição da colheita regional de cerca de 13 por cento, num intervalo compreendido entre as 186 mil e as 211 mil pipas de mosto», pelo que o instituto opta por uma atitude de prudência considerando« um cenário de retracção da comercialização».
No seu comunicado o IVDP sublinha que a redução nas vendas, consequência das más condições climatéricas, é «uma das maiores quebras de comercialização registada nos últimos anos», salientando que a mesma é «sentida aliás pela generalidade das regiões vitícolas do mundo, fruto da crise económica à escala global», diz o Diário de Notícias.
O instituto destaca ainda que a forte valorização do euro face ao dólar também não tem ajudado, já que prejudica os preços dos dois mercados mais relevantes para o sector, os Estados Unidos e o Canadá.
O vice-presidente do IVDP, Jorge Dias, garantiu que a redução de 1500 pipas «foi entendida pelo sector e não teve contestação», acentuando que «a redução não foi maior porque o instituto decidiu não fazer repercutir na vindima as cerca de 13 mil pipas de stocks que a Casa do Douro vendeu no início do ano».
O balanço feito pelo IVDP da campanha de 2007/2008 é positivo, destacando que a fixação de um quantitativo ligeiramente abaixo da comercialização permitiu a sua venda completa e ainda a absorção de alguns excedentes.
Das 80 mil pipas que havia a mais na região restam apenas 18 mil, ao fim de cinco anos de contenção na produção autorizada, para além de uma recuperação dos preços, que aumentaram, em média, 1,9 por cento para o mosto e uvas e 5,4 por cento para o vinho.
Fonte: DN e Confragi
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