Mau Tempo: Pinhão com 80 por cento da vinha “danificada” pelo granizo

Cerca de 80 por cento dos 290 hectares de vinha da freguesia do Pinhão, Alijó, foram “danificados” com a chuva de granizo de quarta-feira à noite, disse à Lusa o presidente da junta local.

O presidente da Junta de Freguesia do Pinhão, Pedro Perry, referiu que na região do Douro houve uma tempestade de chuva intensa e trovoada entre as 21:30 e as 23:00 de quarta-feira, e de “blocos de gelo” que caíram durante cerca de 15 minutos.

“O mau tempo provocou grandes prejuízos nas vinhas. A produção de vinho deste ano está comprometida porque o granizo danificou muito os cachos de uvas que se estavam a desenvolver”, afirmou.

Pedro Perry referiu que os serviços de protecção civil foram accionados durante a noite para a desobstrução de algumas estradas na freguesia e de caminhos agrícolas.

Referiu ainda que algumas casas do Pinhão ficaram inundadas e que uma família, casal com dois filhos, teve que ser alojado em casa de familiares porque a sua residência ficou inundada com cerca de “metro e meio de água”.

O presidente da Câmara de São João da Pesqueira, António Costa, disse à Lusa que, no seu concelho, o mau tempo afectou principalmente as freguesias de Ervedosa do Douro e Castanheira do Sul que viram “centenas de hectares” de vinha afectados pela queda de granizo.

“Isto vai afectar a economia do concelho até porque a produção de vinho deste ano vai ficar muito afectada o que se vai juntar a uma constante perda de rendimentos dos agricultores nos últimos anos”, frisou.

Acrescentou ainda que São João da Pesqueira é uma zona de “excelência” na produção de vinho do Porto, a qual representa cerca de 15 por cento da produção total deste produto na Região Demarcada do Douro.

O presidente da Casa do Douro, Manuel António Santos, diz que os prejuízos não são uniformes, mas que nas propriedades que foram afectadas as perdas na produção “são quase totais”.

Também no concelho de Sabrosa, o mau tempo provocou danos em várias casas, com alguns telhados a desabar, muros derrubados, uma estrada cortada e Gouvães do Douro e colheitas destruídas desde a pequena horta até vinhas.

Já em Samardã, concelho de Vila Real, os agricultores queixam-se que perderam “praticamente” toda a sua produção hortícola, desde batatas, cereais, hortaliças, entre outros.

Fonte: Agroportal

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