A revista Visão noticiou, hoje, a participação de empresas madeireiras portuguesas na devastação da floresta do Congo, numa área equivalente a metade do nosso país. Os empresários trocam floresta por açúcar, sal e cerveja.
A denúncia partiu da organização ecologista internacional Greenpeace, que aponta o dedo a quatro empresas portuguesas: a Sodefor, a Soforma, a Forabola e a CFT, todas elas subsidiárias da holding NST, actualmente sedeada no Liechtenstein. Os proprietários são os irmãos José Albano e João Manuel Maia Trindade.
Existe, presentemente, uma moratória do Banco Mundial que impede a exploração nestes termos da floresta do Congo, mas, mesmo assim, as empresas portuguesas conseguiram concessões.
A Greenpeace teve, inclusivamente, acesso a um contrato elaborado pela Sodefor para ser assinado por chefes de aldeia, no qual estes se comprometem a ceder floresta em troca de dois sacos de sal, 18 barras de sabão, quatro pacotes de café, 24 garrafas de cerveja, dois pacotes de açúcar e um prémio de oito cêntimos por cada metro cúbico de madeira exportada.
Através destas concessões, que se prolongam por prazos de 30 anos, os chefes das aldeias ficam obrigados a prevenir e impedir manifestações da população, não dispondo de qualquer apoio jurídico ou de qualquer informação sobre o real valor das suas árvores. O Jornal de Notícias escreve que, cada árvore congolesa chega a ultrapassar os cinco mil euros no mercado.
Fonte: Jornal de Notícias
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