A Comissão Europeia revelou terça- feira que a má qualidade do ar custa 200 mil milhões de euros por ano aos serviços de saúde europeus, levando o Parlamento Europeu a aprovar uma resolução a favor das tecnologias ambientais.
O Parlamento aprovou o «Plano de Acção a favor das tecnologias ambientais», proposto pela Comissão para «reduzir a pressão sobre os recursos naturais e melhorar a qualidade de vida dos europeus».
Ao mesmo tempo, o comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, apelou às instituições comunitárias para fazerem «algo mais» para evitar a contaminação do ar, que provoca 350 mil mortes prematuras e custa 200 mil milhões de euros aos serviços de saúde dos países comunitários.
A contaminação do ar causa «problemas respiratórios, bronquites e mortes prematuras», recordou Dimas, pedindo ao parlamento para apoiar a estratégia comunitária para esta área, incluída num pacote de sete medidas previstas para o ambiente.
Mesmo se as políticas actuais resultarem, se não for feito «algo mais», em 2020 as mortes prematuras anuais continuarão a ser cerca de 270 mil e haverá «graves riscos» para cerca de um milhão de quilómetros quadrados de ecossistemas.
A maioria dos cidadãos europeus «vêem um claro valor acrescentado» numa acção comunitária em relação ao ambiente, argumentou.
Dimas frisou que políticas ambientais correctas só favorecem a economia, ajudando à criação de empregos, e que a contaminação do ar e os problemas de saúde associados custam às empresas 150 milhões de dias de trabalho em cada ano.
A resolução adoptada terça-feira pelo Parlamento Europeu visa também contribuir para a competitividade e o crescimento económico e garantir que a União Europeia tenha nos próximos anos «um papel de liderança no desenvolvimento e aplicação das tecnologias ambientais», um sector onde há «muitas oportunidades» para as empresas.
Fonte: Diário Digital
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