Mais 12 aves selvagens com a estirpe H5N1 da gripe das aves foram encontrados na Ilha de Rugen, no nordeste da Alemanha, revelaram hoje, em Schwerin, as autoridades sanitárias de Mecklemburgo-Pomerânia.
Trata-se de 11 cisnes e um ganso canadiano, o que eleva para 146 o número de aves selvagens contaminadas com H5N1 em Rugen, desde a detecção do primeiro caso, há cerca de três semanas.
Na maior ilha alemã foi também encontrado, na semana passada, um gato vadio que contraiu o vírus, o que levou as autoridades a recomendar cuidados adicionais aos proprietários de animais domésticos, sobretudo cães e gatos.
Em Rugen continuam a ser recolhidas diariamente dezenas de carcaças de aves selvagens mortas, trabalho agora entregue a desempregados, depois de o exército ter retirado da ilha na costa do Mar Báltico centenas de efectivos.
Desde o mês passado, já foram efectuadas no Instituto de Medicina Veterinária Friedrich Loeffler, na Ilha de Riems, laboratório de referência alemão, análises a 3.800 aves selvagens e 93 mamíferos, para detectar o vírus da gripe das aves.
A epidemia animal já surgiu também noutros estados federados alemães, em Brandeburgo, Baviera, Baden-Wuerttemberg e Baixa-Saxónia, mas só em aves selvagens.
Os criadores de aves alemães, que já registaram perdas de cerca de 20 por cento nas suas vendas desde o primeiro surto de gripe das aves no país, temem, no entanto, que o H5N1 chegue às capoeiras, e obrigue ao abate das suas existências.
Na Alemanha existem cerca de 110 milhões de aves de capoeira, que foram colocadas de quarentena pouco depois de ter aparecido em Rugen o primeiro foco de gripe das aves.
Fonte: Lusa
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