Os Estados-membros devem melhorar a coordenação dos sistemas de comunicação entre eles e a Comissão Europeia deve rever o sistema de alerta precoce para fazer frente de forma “eficaz” a uma eventual pandemia de gripe das aves na Europa.
As recomendações constam das conclusões sobre um exercício de simulação teórico de uma epidemia de gripe à escala da União, realizado a 23 e 24 de Novembro do ano passado. São feitas 12 recomendações para que a resposta europeia a uma eventual pandemia seja rápida e eficaz.
Entre estas, está a revisão e o desenvolvimento dos sistemas de comunicação dos Estados-membros e entre estes e a Comissão Europeia, através de dispositivos suplementares de comunicação, bem como da melhoria das instalações de teleconferência em alguns países.
A Comissão Europeia, recomenda o estudo, deve ponderar a necessidade de pôr em prática um plano comum que integre as dimensões internacionais dos planos nacionais e que inclua uma lista de controlo das medidas apropriadas a cada etapa da pandemia.
Bruxelas deve ainda rever o sistema de alerta precoce e de reacção que, embora “eficaz”, deve ser melhorado por estar “sobrecarregado” uma vez que foi criado para a “notificação de casos e coordenação de medidas”.
“O sistema de alerta precoce e de reacção deve ser revisto e melhorado e um sistema paralelo de recolha de informações e de análise deve ser criado”, refere o documento.
“A Europa está razoavelmente bem preparada para enfrentar uma pandemia e muito melhor preparada do que há 18 meses”, avaliou um responsável da Comissão Europeia.
O documento aponta ainda o dedo a “certos” planos nacionais de preparação para a pandemia por “não terem suficientemente em conta os aspectos internacionais” nem certos problemas operacionais.
A iniciativa foi realizada com o objectivo de testar a capacidade dos planos nacionais para fazer frente de “forma coordenada” a uma pandemia de gripe, bem como avaliar o grau de coordenação e comunicação entre a Comissão, os Estados-membros, as agências da UE, como o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, as organizações internacionais e a indústria farmacêutica.
O exercício mobilizou as células de crise nos ministérios e as agências nacionais de saúde, ligadas entre elas por sistemas de alerta rápido e de segurança.
No documento, conclui-se que o exercício foi “um sucesso” que “demonstrou melhorias consideráveis” em relação ao anterior, mas também revelou a necessidade de melhorar o sistema.
Entre as recomendações consta ainda a necessidade de uma maior coordenação da troca de mensagens mediáticas em caso de crise e de pôr em prática uma rede de contactos nos ministérios nacionais.
Da mesma forma, aprofundar questões de “interesse comum” como a gestão dos agentes antivirais, vacinas, as restrições das deslocações, a colocação em quarentena e as aberturas das fronteiras.
Entre as medidas já tomadas pela Comissão Europeia está a coordenação, por parte do comissário da Saúde e Defesa do Consumidor, Markos Kiprianou, entre os Estados-membros e a indústria farmacêutica sobre as questões relativas à produção, distribuição e fornecimento de agentes antivirais e vacinas.
Bruxelas promete ainda organizar seminários para troca das “melhores práticas” e proceder a acções de formação.
Os participantes no exercício de Novembro admitiram a necessidade de repetir a simulação, prevendo-se uma nova revisão dos planos nacionais dos Estados-membros a 03 de Maio.
Até agora, a gripe das aves foi detectada em aves selvagens em 10 Estados-membros da União Europeia.
Fonte: Lusa
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal