A Federación de Empresarios productores de Lácteos (FEPLAC), crê que, apesar das sucessivas subidas do preço do leite ao produtor, esse incremento ainda não é suficiente, já que se encontra ainda em parâmetros similares aos que se verificavam há dez anos atrás, enquanto nesse período a inflação subiu à média de três por cento ao ano e os custos de produção não pararam de subir.
Esta subida é propiciada, em larga medida, pelo incremento de preços dos cereais dado o seu reencaminhamento para a produção de biocombustíveis, o que pode colocar em perigo, não apenas a alimentação animal, mas também pode acarretar consequências para a alimentação humana.
Aquela Federación prevê que os preços das pastas, do pão e de outros produtos sofrerão um forte crescimento e que o mesmo sucederá com os produtos lácteos, já que “não é sustentável que um produtor cobre pela sua matéria-prima abaixo do respectivo preço de custo, levando a sua exploração à ruína e ao seu consequente encerramento por falência, por não gerar receitas suficientes para cobrir os custos correspondentes”.
“As administrações espanholas, têm que assumir as suas responsabilidades, de forma urgente, neste assunto , e não permitir que a distribuição use os produtos lácteos como produto-reclame, o que supõe uma degradação da imagem de excelência de un produto de primeira necessidade e de alto valor alimentar. De igual modo, é totalmente errado que a Administração possa usar os produtos lácteos para controlar a inflação”, afirma a FEPLAC em comunicado.
“As indústrias têm que pagar mais pela matéria-prima, ou, em caso contrário, ficarão sem ela – afirmam do lado da direcção desta Organização – se bem que isso suponha que tê que subir os seus preços junto da grande distribuição, o que até pode considerar-se inclusivamente como lógico, pois ninguém se pergunta como é que é possível que uma garrafa de água num qualquer bar custe mais do que um litro de leite num supermercado, não esquecendo que o leite é um produto básico da alimentação humana, em especial, na alimentação das crianças e dos idosos, dado o seu elevado valor nutritivo.
Fonte: Anil
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