FAO: Preços dos alimentos continuam a subir nos próximos dez anos

Os preços dos alimentos vão continuar altos nos próximos dez anos, em comparação com os níveis históricos, mas vão cair relativamente aos preços actuais, diz um relatório da FAO a ser divulgado esta semana.

O relatório não vai tranquilizar alguns dos países mais pobres, que já foram atingidos por protestos e tumultos contra o aumento vertiginoso dos alimentos básicos como o arroz.

Entre 2008 e 2017, a crescente procura pelos bens alimentares vai manter os preços acima dos níveis históricos, mas abaixo dos picos actuais, conclui o relatório Perspectivas Agrícolas da OCDE/FAO, segundo um documento que resume as conclusões do relatório.

O relatório completo deve ser divulgado em 29 de Maio, mas um documento ao qual a Reuters teve acesso contém muitos dos elementos principais.

«Na média, nos próximos dez anos, a previsão é de que os preços nominais dos cereais, arroz e oleaginosas fiquem entre 35 e 65 por cento mais altos que a média da última década», diz o documento.

«Os preços em termos reais estão projectados aumentar entre 10 e 35 por cento do que nos últimos dez anos», diz o relatório.

Os preços de muitos dos alimentos básicos duplicaram entre 2005 e 2007 e continuaram a subir em 2008, observou o relatório.

Quanto ao impacto sobre os países em desenvolvimento, a conclusão tirada pela FAO, sediada em Roma, e a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), sediada em Paris, conforme resumida pelo documento, é pessimista:

«Para a população urbana pobre e os principais países em desenvolvimento que importam alimentos, os impactos serão fortemente negativos, na medida em que uma parcela ainda maior de suas receitas já limitadas terá que ser reservada para a alimentação»

Fonte: Sol

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