O director-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) lamentou, «com grande pesar», que não se tenha verificado progresso suficiente em direcção à redução da fome no mundo, até ao ano 2015.
Trata-se de um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e, conforme sublinhou Jacques Diouf, faltam apenas dez anos para o prazo limite. «É necessário haver um investimento anual nos países em desenvolvimento de cerca de 24 mil milhões de dólares, até 2015».
O valor pode parecer elevado, mas, na realidade, é «40 vezes inferior» ao que os países desenvolvidos investem, todos os anos, no sector militar.
Enquanto isso, 852 milhões de pessoas sofrem de desnutrição no mundo, das quais 815 milhões vivem em países em vias de desenvolvimento; a maior parte destes situa-se em África. Jacques Diouf lamentou a falta de vontade política para resolver o problema, particularmente ao nível do investimento em desenvolvimento agrícola.
A FAO reconhece que «a engenharia genética pode contribuir para elevar a produção e produtividade da agricultura, silvicultura e pesca. Pode dar lugar a maiores rendimentos em terras marginais de países onde, actualmente, não se podem cultivar alimentos suficientes para alimentar as populações», cita o Agrodigital.
Portanto, para este organismo das Nações Unidas, a biotecnologia é uma das soluções a aplicar na luta contra a fome. No entanto, essa solução deve ser aplicada com base científica, que determine objectivamente os benefícios e riscos de cada organismo geneticamente modificado.
Jacques Diouf assegurou que a FAO se encontra a determinar os potenciais benefícios da biotecnologia, mas também os seus riscos.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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