O Eurobarómetro publicou os resultados de uma sondagem que mostra que os consumidores europeus estão dispostos a envidar esforços extra para adquirirem produtos baseados em práticas que promovam o bem-estar animal.
O inquérito oficial da União Europeia concluiu que os consumidores estão mesmo dispostos a mudar os locais onde efectuam habitualmente as suas compras e a pagar mais pelos produtos. No entanto, os europeus sentem que não existe informação que os auxilie a optar pelos produtos que promovem o bem-estar animal.
Nesta primeira sondagem sobre bem-estar animal que abrangeu todos os países da União Europeia, mais a Turquia e a Croácia, a grande maioria dos inquiridos apoiou a ideia de rotular os produtos em causa ou de lhes atribuir logótipos que os identifiquem como respeitadores dos padrões de bem-estar animal.
Em comunicado, a Comissão Europeia avança, ainda, que este trabalho do Eurobarómtero indica também um apoio generalizado dos cidadãos à atribuição de ajudas financeiras aos agricultores que respeitem os padrões de bem-estar animal.
Para o comissário europeu da Saúde, «a mensagem dos cidadãos da UE é clara: vêem o bem-estar animal como uma prioridade e estão dispostos a contribuir para a sua promoção. Os resultados desta sondagem são uma afirmação do que a Comissão tem tentado alcançar na área do bem-estar animal e confirmam que os nossos esforços são uma resposta às exigências públicas de acção nesta área».
Markos Kyprianou explicou que «a Comissão atribui grande importância à melhoria do bem-estar animal, tanto na UE como internacionalmente, e é bom ver que os cidadãos apoiam os nossos esforços».
O bem-estar animal é uma questão que os cidadãos europeus têm em alta conta, atribuindo um oito numa escala de dez pontos à importância da matéria. A maioria entende que o bem-estar melhorou no seu país na última década, mas, mesmo assim, 77 por cento crêem que ainda há mais a fazer.
Os portugueses – 90 por cento – são dos que querem mais atenção dada ao bem-estar dos animais, situando-se atrás apenas dos gregos – 96 por cento – e dos cipriotas – 91 por cento.
O inquérito mostra, também, que 89 por cento dos europeus considera que as importações para o mercado comunitário devem ser realizadas tendo em conta as mesmas práticas de bem-estar animal que são praticadas na União Europeia.
Às tradicionais preocupações éticas sobre o bem-estar animal, os cidadãos europeus associam-no, agora, a produtos com mais qualidade e mais saudáveis.
O Plano de Acção da Comunidade sobre a Protecção e Bem-estar dos Animais 2006-2010 prevê a implementação de indicadores padronizados para o bem-estar animal e considera a possibilidade de criar um rótulo europeu que distinga os produtos que mais o respeitam.
A presidência alemã da União Europeia vai organizar, a 28 de Março, uma conferência sobre as opções de rotulagem de produtos relacionadas com o bem-estar animal.
A sondagem do Eurobarómetro está disponível aqui.
Fonte: CE e Confragi
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