Especialistas discutem obesidade e o seu tratamento no Porto

O aumento dos casos de obesidade em Portugal as patologias que lhe estão associadas, assim como mais recentes técnicas de combate ao problema estiveram em foco, no Porto, no XXVI Congresso Nacional de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva. Numa altura em que 14,4% da população é obesa, mais de 600 especialistas estão reunidos para discutir as diversas terapêuticas.
De acordo com dados apresentados no Congresso, a incidência da obesidade continua a aumentar em Portugal. Resultante de erros de comportamento e de alimentação que preocupam cada vez mais a comunidade médica, o problema acarreta, além do excesso de peso várias patologias associadas, nomeadamente a diabetes, a hipertensão arterial e os problemas articulares. O tratamento destes doentes passa por uma variedade de métodos, desde o aconselhamento nutricional, exercício físico, modificação do estilo de vida e por programas de tratamento farmacológico. No entanto, assinala o cirurgião do Hospital de São João Ângelo Ferreira, «estas terapêuticas são, na maioria das vezes, ineficazes. Apenas a cirurgia, com uma taxa de sucesso de 95%, se tem revelado eficaz na luta contra a obesidade».

Actualmente, em Portugal a técnica cirúrgica mais utilizada para combater a obesidade é a colocação da banda gástrica, que permite perdas de excesso de peso na ordem dos 60%. O bypass gástrico, uma técnica mais definitiva, tem resultados na ordem dos 70 a 80%, mas é também mais mutilante, já que implica a secção do estômago.

Em ambos os casos a intervenção é feita através de laparoscopia, um processo cirúrgico minimamente invasivo que oferece ao doente uma curta hospitalização e uma rápida recuperação.

A colocação dos balões intragástricos (balão cheio de líquido no estômago), um procedimento realizado por endoscopia, é outra técnica utilizada, sendo frequente em casos de super obesidade. O balão pode ficar alojado no estômago durante um período máximo de seis meses, originando uma sensação de saciedade permanente que permite uma redução significativa da ingestão de alimentos.

Organizado pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia e pela Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva, o encontro vai abordar também como a doença de refluxo gastro-esofágico, a doença inflamatória intestinal e a colite ulcerosa.

Fonte: Diário Digital

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