A possibilidade da doença das vacas loucas ter origem no homem, avançada pela revista The Lancet, é “remota” porque os cadáveres humanos supostamente ingeridos pelo gado não têm o Sistema Nervoso Central, considera um especialista português. Carlos Sinogas fez parte da Comissão de Estudo e Acompanhamento das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis em Portugal (CEAEE) e, em declarações à Agência Lusa, mostrou-se céptico em relação a uma teoria sobre a Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), publicada hoje na revista médica The Lancet.
Os investigadores britânicos Alan Colchester e Nancy Colchester indicam que a doença das vacas loucas foi importada para a Europa, através do Reino Unido, em rações para animais e ossos originários do Sul da Ásia, que incluíam restos humanos recolhidos no rio Ganges.
Para Carlos Sinogas, “ninguém pode dizer que não é [esta a origem da BSE]”, embora manifeste algumas reservas, no que diz respeito aos níveis de infecção. Isto porque, segundo a investigação de Alan Colchester e Nancy Colchester, as rações em causa teriam ossos humanos e não o Sistema Nervoso Central (SNC), onde o grau de infecção é muito elevado.
Fonte: JN
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