Os indivíduos que adoptam uma dieta mediterrânea – rica em frutas, legumes, cereais, peixe, vinho (em moderação), poucos laticínios e pouca carne – podem reduzir até 40% os riscos de desenvolver a doença de Alzheimer, indica um estudo americano.
Investigadores Columbia University Medical Center, nos Estados Unidos, analisaram os hábitos alimentares e a saúde neurológica de 2,2 mil pessoas durante quatro anos. A metodologia empregue, explica a BBC Brasil, passou pela atribuição de pontos, de acordo com uma escala, à alimentação dos participantes.
No desenvolvimento do estudo, os investigadores descobriram que, para cada ponto adicional na escala, o risco de desenvolver Alzheimer diminui em 10%. O grupo que acumulou menos pontos, ou seja, cuja dieta era pouco mediterrânea, apresentava maior probabilidade, ou maior risco, de desenvolver a doença. Num grupo intermédio, com uma dieta um pouco menos mediterrânea, os riscos de Alzheimer caíam entre 15% e 21%; e os riscos das pessoas incluídas no grupo que acumulou mais pontos situaram-se nos 40%.
Os resultados mantiveram-se após os pesquisadores terem ajustado os resultados tendo em consideração factores como a idade, se é fumador ou não, o sexo, a etnia, a educação, a quantidade de calorias consumidas e o peso.
Para Clive Ballard, director de pesquisas da Alzheimer’s Society, na Grã-Bretanha, «este amplo estudo, publicado numa importante revista [Annals of Neurology], atribui maior relevância às evidências de que a dieta e o estilo de vida são factores de risco muito importantes na doença de Alzheimer».
Fonte: BBC Brasil e Confragi
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