A alimentação foi o grande impulsionador do mercado de grande consumo e das marcas de distribuição no Verão. Este é um segmento que vale cerca de dois terços do grande consumo, sendo que as marcas brancas, embora tenham desacelerado um pouco o crescimento, mantêm-se ainda 8,2% acima da performance em igual período de 2009.
Nas vendas totais de produtos de grande consumo, a mercearia tem um peso da ordem dos 34,2%, os lacticínios pesam 20,4% e os congelados 6,6%, sendo que em 2008 o peso dos congelados era de 5,9% e dos lacticínios de 21,8%.
As marcas brancas detêm 31,7% de quota de valor deste segmento, sendo 2,6% referente às de primeiro preço, o que permite que a Centromarca sublinhe que “os consumidores ainda preferem, em cerca de 70% dos casos, as marcas originais”.
Marcas ‘originais’ caem 4,8% nos artigos pessoais
É na higiene que as marcas de fabricantes mais perdem, com uma quebra de 2,3% na higiene do lar e de 4,8% na higiene pessoal, a maior do ano. Curiosamente, as marcas brancas recuam 0,6% na higiene do lar e mantêm a tendência de crescimento, embora ligeira (1,6%), na higiene pessoal. Para João Paulo Girbal, estes são bens essenciais onde a diferenciação entre produtos “é menos percebida”, levando a que “o factor preço seja central e a compra menos emocional”.
O presidente da Centromarca refere a aposta na inovação e a “adopção de estratégias para potenciar a ligação emocional dos consumidores às marcas” como a estratégia dos fabricantes para inverter esta tendência. E defende que “é fundamental educar os consumidores para o facto de as suas escolhas terem consequências na economia nacional”.
Fonte: Anil
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