A fábrica de açúcar de Coruche – DAI – pretende asfixiar os Produtores de beterraba, tornando a cultura, economicamente, inviável em Portugal.
Após longas e difíceis negociações, a ANPROBE – Associação Nacional dos Produtores de Beterraba viu-se impossibilitada de concluir o acordo, em virtude da intenção da DAI em reduzir a sua participação nos encargos de transporte, a um quinto das suas responsabilidades da campanha anterior, quando os nossos parceiros europeus vêem as fábricas comprar as produções à porta das suas explorações, tal como acontece em Portugal com outros produtos, nomeadamente os cereais, agravando em simultâneo as condições de pagamento.
Se juntarmos esta intenção da DAI à redução de 30% do preço da beterraba que os Produtores têm que suportar por força do novo Regulamento do Açúcar, a cultura deixa de poder ser produzida pelos nossos agricultores.
É lamentável que tal venha a acontecer, pois a beterraba sacarina tem sido um enorme êxito em Portugal. Embora com apenas dez anos de produção no nosso país, os nossos Produtores conseguiram atingir o topo das produções europeias, tornando-se potencialmente competitivos.
Por outro lado, é também lamentável que uma indústria, de capitais, maioritariamente, estrangeiros, e construída, essencialmente, com fundos europeus e nacionais e com a finalidade de utilizar beterraba sacarina nacional, passe a trabalhar, unicamente, com ramas de cana de açúcar importadas.
Por estes motivos, os Produtores reiteraram publicamente, que é seu desejo continuar a fornecer beterraba de elevada qualidade e que continuarão a honrar as suas obrigações, mas que não poderão ser nunca responsabilizados pelas decisões futuras de um posicionamento, da DAI, não condicente com as suas declarações de pretender continuar com a produção de açúcar de beterraba em Portugal.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal