Clima: Temperaturas na Europa podem subir até 6 graus em 2100

As temperaturas na Europa podem subir entre dois e 6,3 graus até 2100, segundo previsões divulgadas num estudo da Agência Europeia do Ambiente (AEA) que alerta para a necessidade de adaptação às alterações climáticas.

A subida das águas do mar e o aumento da frequência e intensidade de fenómenos extremos, como a seca e as cheias, são algumas das consequências associadas a estas alterações, sendo o Mediterrâneo, as regiões montanhosas e costeiras e as zonas húmidas, consideradas particularmente vulneráveis.

Mesmo que as emissões de gases com efeitos de estufa parassem agora, as alterações climáticas continuariam a fazer-se sentir ao longo de décadas e, no caso do nível do mar, durante séculos, devido ao atraso na resposta dos sistemas climático e oceânico à concentração de gases na atmosfera.

O sudeste da Europa, o Mediterrâneo e as regiões da Europa central são particularmente vulneráveis, prevendo-se impactos negativos em sistemas naturais e humanos que já estão sob pressão devido a vários factores sócio-económicos.

Já o Norte e algumas regiões da Europa ocidental poderão contar com alguns efeitos positivos, sobretudo na agricultura, durante um determinado período de tempo.

As regiões montanhosas, como os Alpes, também estão ameaçadas.

Os impactos da subida da temperatura na cobertura de neve e nos glaciares deverão ter efeitos negativos para o turismo de Inverno.

Os destinos de Verão do Sul da Europa também deverão sofrer as consequências do aquecimento, com mais problemas de abastecimento e qualidade da água e ondas de calor mais intensas e frequentes.

Pode também haver um risco acrescido de catástrofes naturais e perda de habitats e vegetação.

Os habitats e ecossistemas costeiros nos mares Báltico, Mediterrânico e Negro apresentam um risco elevado, devido ao desaparecimento de zonas húmidas.

No Norte da Europa, prevê-se que as alterações climáticas e a concentração de dióxido de carbono (CO2) sejam benéficas para a agricultura e criação de gado, graças aos ciclos de crescimento mais longos e ao aumento da produtividade das plantas.

A subida da temperatura vai também reflectir-se numa maior procura de energia para ar condicionado no Verão, sobretudo no Sul da Europa.

Esta procura adicional, associada à previsível diminuição da produção hidroeléctrica e problemas na disponibilidade de água para refrigeração, poderão causar interrupções no fornecimento de energia eléctrica.

Fonte: Agroportal

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