Cientistas criam teste para doença das “vacas loucas”

Um teste desenvolvido por cientistas norte-americanos poderá servir para detectar, através de análises sanguíneas, a variante humana da chamada doença das “vacas loucas”, revelou, ontem, a revista “Nature Medicine”.

Até agora, a autópsia era o único meio de confirmar o diagnóstico da doença, que já causou a morte a 180 pessoas – a maioria no Reino Unido – e cujo período de incubação pode ir até 40 anos.

A reputada revista britânica reconheceu a validade da descoberta da responsabilidade de uma equipa de cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos da América, que conseguiu detectar a presença no sangue da partícula infecciosa de natureza proteica que causa a doença de Creutzfelt-Jacob, derivada da encefalopatia espongiforme bovina. Para conseguir identificar essa partícula, os cientistas tiveram de a ampliar até ser possível detectar a sua presença no sangue.

O processo de amplificação, aplicado a ratos de laboratório, consiste na utilização de ondas de som para acelerar o processo usado pelas partículas para infectar as proteínas saudáveis. Depois da amplificação deste método, os cientistas conseguiram identificar as partículas em 18 ratos infectados.

“O próximo passo será detectar partículas infecciosas em sangue de animais, antes do desenvolvimento dos sintomas clínicos e, depois, aplicar a tecnologia em amostras de sangue humano”, refere, no artigo, o professor Cláudio Soto.

Segundo os peritos, a detecção de partículas infectadas no sangue permitirá às autoridades limitar os casos de contágio nos humanos, através das transfusões de sangue infectado.

O novo método pode ainda servir para analisar órgãos antes do seu transplante, refere a revista.

Fonte: JN

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