O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que hoje inspeccionou uma zona do noroeste do país afectada pela gripe das aves, reconheceu que a doença “não está totalmente controlada” e que o país “enfrenta uma situação muito grave”, informa a imprensa oficial.
Wen pediu que sejam intensificados os esforços na luta contra a doença, durante a sua visita ao distrito de Heishan (província de Liaoning), onde foi detectado um foco.
A prevenção e o controlo da doença, disse, são uma “tarefa árdua” e é urgente a participação de todos os governos locais “sobretudo para evitar que a doença se transmita aos humanos”.
As autoridades sanitárias chinesas informaram de oito focos da doença desde o princípio do ano (quatro deles nos últimos 30 dias), e embora não se tenham registado casos em humanos estão a ser investigados três incidentes suspeitos, entre eles o de uma menina falecida no passado mês de Outubro.
Wen recordou que a China é o maior produtor de aves de todo o mundo, pelo que todos os tipos de autoridade “devem dar-se conta do grande perigo que constitui a epidemia”.
A gripe das aves provocou desde o seu reaparecimento, em 2003, a morte de 63 das 122 pessoas infectadas, no Vietname, Indonésia e Camboja, e obrigou ao abate de dezenas de milhões de aves em toda a Ásia, onde a doença é endémica.
Um grupo farmacêutico local, a Shangai Pharmaceutical Group (SPG), pediu à Roche permissão para fabricar o Tamiflu, o medicamento considerado mais eficaz para combater a variante mortal H5N1, e que, segundo os cientistas chineses, é muito fácil de copiar, embora a concessão da licença possa demorar até seis meses.
Fonte: Lusa
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