O secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) transmitiu ontem ao Presidente da República uma preocupação com a falta de regulação nos preços dos produtos agrícolas e para defender a aposta no potencial da agricultura como sector exportador.
“É preciso que sejam resolvidos problemas que os agricultores têm no caso de algumas concentrações no mercado que limitam que as transacções comerciais se façam livremente”, defendeu Luís Mira.
O secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) falava no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que decorreu ontem no Palácio de Belém, em Lisboa.
“Estamos muito preocupados com alguma regulação que deve ser introduzida no mercado para que os preços negociados livremente e não sejam controlados por grandes operadores de mercado. A regulação é fundamental”, acrescentou Luís Mira.
O representante da CAP defendeu ainda que a competitividade da agricultura nacional depende da capacidade do país produzir mais, “sobretudo bens transaccionáveis”, com efeitos positivos para a competitividade e exportações nacionais.
“A agricultura é o sector mais primário e pode ajudar o país a exportar mais e importar menos, o que é muito importante para a economia nacional. Para fazermos isso é preciso que continuem a ser disponibilizados os fundos do quadro comunitário, portanto, o Orçamento do Estado tem uma quota-parte nessa matéria que é muito importante”, sublinhou o responsável.
Luís Mira defendeu ainda uma maior celeridade no pagamento das ajudas directas comunitárias aos agricultores, dizendo que os pagamentos que não são feitos “a tempo e horas” para além de desrespeitar as regras comunitárias, “deixa para trás os agricultores portugueses, em relação aos colegas comunitários, e isso não pode acontecer”.
Fonte: Agroportal
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