Quatro vinhos portugueses, dois brancos e dois tintos, provenientes de diferentes regiões demarcadas do país estiveram ontem em destaque durante uma prova de vinhos num café de Pequim.
Os vinhos brancos Gazela (Região dos Vinhos Verdes) e o alentejano Marquês de Montemor, e os tintos Pintada, do Alentejo, e o Reserva Douro da região do Douro foram os escolhidos para representar o país nesta sessão de prova.
“Os vinhos brancos de Portugal são fáceis de beber e são óptimos para o Verão, enquanto os tintos são equilibrados e têm muito carácter”, disse à Lusa Frank Siegel, norte-americano e proprietário do café Sequoia, que organizou a prova de vinhos.
Para o empresário, a maior dificuldade foi conseguir encontrar os vinhos para a iniciativa, já que não existem muitos vinhos portugueses disponíveis em Pequim – são apenas quatro os distribuidores na capital chinesa.
“O vinho do Porto é muito famoso a nível internacional e preferimos dar a conhecer vinhos portugueses de outras qualidades”, afirmou Siegel.
“O preço dos vinhos portugueses é bastante aceitável para a qualidade que apresentam”, acrescentou.
A organização preparou, para colocar junto a cada garrafa em exposição, folhetos com informação detalhada sobre os vinhos, com o café a ser decorado com cartazes sobre vinho, gastronomia portuguesa e outros de promoção turística, cedidos pela delegação do ICEP em Pequim.
A viver desde 1981 na China, Frank Siegel, um dos pioneiros da indústria da restauração em Pequim, acredita que a população do país começa a apreciar vinhos de qualidade.
“Os chineses da classe média são mais sofisticados, começam a conhecer mais sobre vinhos e gostam de experimentar produtos novos de qualidade”, disse.
Simon Cheng, gestor chinês de uma empresa de material de segurança, considerou que “o vinho português tem um óptimo sabor e definitivamente tem potencial para vingar no mercado chinês”.
“O sucesso depende do posicionamento do vinho no mercado, mas acho que precisa de uma forte marca cultural do país”, disse Cheng.
“Agora sinto-me inspirado para visitar Portugal”, afirmou, por sua vez, Scott Lamont, um canadiano que diz ser também apaixonado pela gastronomia portuguesa, em especial bacalhau.
Jennifer Hinkle, estudante norte-americana de MBA na Universidade de Pequim e que produz uma publicação mensal sobre vinhos estava sobretudo curiosa acerca do vinho verde.
“O vinho verde português é único, refrescante e muito interessante”, disse.
O café Sequoia, situado no distrito de Chaoyang, no leste de Pequim, organiza provas de vinhos todas as sextas-feiras, tendo já apresentado aos muitos curiosos que ali comparecem vários vinhos europeus e da América do Norte.
As importações chinesas de vinho nos primeiros setes meses de 2006 ultrapassaram as 61 mil toneladas de vinho, segundo declarações recentes do o presidente da Associação Chinesa da Indústria da Destilação, Wang Qi, xom a maioria das importações vinícolas chinesas a ter origem no Chile, Austrália, França e Itália.
O consumo e a produção de vinho cresceram a um média de 10 por cento ao ano na última década, mas as marcas chinesas, muito mais baratas que as estrangeiras, dominam ainda 80 por cento do mercado.
Fonte: Confragi
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