Brasil Acusa UE e Rússia de Proteccionismo no Sector das Carnes

O Brasil criticou, esta semana, as proibições impostas pela União Europeia e pela Rússia às exportações de carne brasileiras, que estão baseadas na detecção de focos de febre aftosa em vários estados do país, em 2005.

O governo brasileiro acusou o bloco comunitário e a Rússia de se aproveitarem de medidas aparentemente sanitárias para imporem barreiras proteccionistas a produtos que sabem ser competitivos. Queixa-se das exigências sanitárias da União Europeia serem superiores às exigidas pela própria Organização Mundial de Sanidade Animal.

A União Europeia proibiu, em 2005, a importação de carne do Brasil na sequência da detecção de um surto de febre aftosa no país. No entanto, limitou essa proibição aos estados onde a doença surgiu e, depois de várias missões de controlo realizadas no Brasil, Bruxelas não deu sinais de aumentar as restrições.

A Rússia, aquando das primeiras notícias sobre a detecção de febre aftosa no Brasil, proibiu totalmente as importações de carne, limitando-as mais tarde apenas aos estados onde a doença foi identificada. Actualmente, contudo, proibiu também a importação de carne de porco do estado de Santa Catarina, cuja produção local está livre da febre aftosa.

Por isso, o Brasil considera que as medidas russas não passam de pretextos para proteccionismos, que resultam em significativos prejuízos para o sector brasileiro, avança o Agrodigital.

Apesar das reclamações, as exportações brasileiras de carne estão, este ano, a bater recordes. Em Agosto o total exportado resultou em 380 milhões de euros, esperando-se que o total do ano de 2006 ascenda a 3,8 mil milhões de euros, um valor que seria histórico para o país.

Os bons resultados para o sector das carnes advêm de uma aposta em países emergentes, como o Egipto, a Bulgária, as Filipinas ou a Argélia, com o objectivo de compensar a falta de mercado na União Europeia e na Rússia.

Fonte: Agrodigital e Confragi

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