Bens alimentares fazem subir a inflação

Pão, leite, frutas e peixe, mas também a electricidade e os combustíveis, estão cada dia mais caros, fazendo acelerar a inflação e desgastando o poder de compra das famílias portuguesas. Em Novembro, o pão estava 6,4 por cento mais caro que no mesmo mês do ano passado. A factura com o leite, queijo e ovos subiu 9 por cento; e a despesa na peixaria foi 4,2 por cento mais alta.

É verdade que a inflação média anual – o indicador usado como referencial para o aumentos do salários – manteve-se em 2,4 por cento, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mas, quando comparado com Novembro de 2006, o cabaz de preços no consumidor estava 2,8 por cento mais alto.

O aumento de preços reflecte, em grande parte, a escalada de muitas matérias-primas nos mercados internacionais, como os cereais e o petróleo. Quer por causa do aumento do consumo em economias em forte crescimento, como a China, quer pela crescente produção de biodiesel. E o pior é que o Banco Central Europeu já alertou que a subida dos preços das matérias-primas ainda não acabou.

Para este ano, o Governo calcula que os preços subam 2,3 por cento (inflação média). Para 2008, estima um aumento de 2,1 por cento nos preços, precisamente o aumento salarial proposto para os funcionários públicos. Assim, na prática, mais de 600 mil famílias arriscam-se a perder poder de compra, já que a probabilidade de a inflação terminar em 2008 acima dos 2,1 por cento é demasiado alta. Para o sector privado, os aumentos salariais (contratação colectiva) anda na casa dos 3,4 por cento. Um valor que poderá repor algum poder de compra.

Mas não é só a carestia de vida que os cidadãos terão de “acomodar” na carteira. Com a inflação a subir em toda a Zona Euro (ver texto em baixo), o BCE já veio avisar que “está preparado” para voltar a agravar as taxas de juro, actualmente na casa dos 4 por cento. Ou seja, os empréstimos pagos ao banco pela casa, pelo carro e até pelo cartão de crédito vão ainda ficar mais caros nos próximos meses.

Fonte: Anil

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