O boletim do Banco Central Europeu correspondente ao mês de Dezembro, dedica um capítulo ao fenómeno do inflacionamento dos preços agrícolas a alimentares nos países da União Europeia nos últimos meses, que atribui a múltiplos factores, caso das condições climáticas adversas vividas nalguns países, a maior procura alimentar nas economias emergentes ou as novas utilizações industriais das matérias-primas agrícolas, como é o caso dos biocombustíveis.
O boletim assinala que os principias factores desta subida são estruturais, pelo que o mais provável é que a situação se torne persistente.
A subida dos preços ao produtor na Zona Euro cifrou-se em 7,5 por cento anual, em Outubro de 2007 (esse indicador no mesmo mês do ano anterior não ultrapassava 2,2 por cento). Ao consumidor a subida média de preços em Outubro foi de 4 por cento (1,6 por cento um ano antes). Estas percentagens variam de forma considerável de país para país. Nos países onde se verifica uma concorrência muito forte entre distribuidores, as margens destes actuaram como “colchões” para amortecer a subida de preços resultante dos aumentos dos custos no campo.
O Banco Central Europeu assinala que os preços podem subir ainda mais a curto prazo, já que os aumentos de custos na produção ainda não foram totalmente repercutidos junto do consumidor, esperando-se que depois que tal aconteça os índices de inflação regressam aos seus valores médios normais.
A médio prazo, o futuro apresenta-se incerto devido a factores difíceis de prever, como são os casos da política agrícola e energética ou os avanços tecnológicos. O BCE refere a particular importância das reformas nos mercados agrícolas da União Europeia no sentido de uma maior liberalização dos mesmos.
Fonte: Anil
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal