Barrada entrada de ovos

A Guardia Civil apreendeu na sexta-feira 103 600 ovos de pato em Fuentes de Oñoro, no lado espanhol da fronteira de Vilar Formoso. Os ovos, procedentes da China, eram transportados num camião de matrícula portuguesa e não tinham controlo sanitário nem havia documentos que justificassem a sua entrada na Península Ibérica.

O camionista, também português, foi detido, identificado e depois libertado pelas autoridades espanholas.

Segundo o Gabinete de Imprensa da Guardia Civil, apenas a mercadoria ficou retida. Os ovos vão ser inspeccionados pelas autoridades sanitárias e veterinárias do país vizinho. “Foi efectuado um controlo de vários camiões, uma acção de rotina, e como o transporte dos ovos não estava conforme, foram apreendidos”, explicou ao CM fonte da Guardia Civil. A mesma fonte considerou “rara” a apreensão deste tipo de produtos.

PODIA TER SIDO PIOR

O facto de apenas a mercadoria ter ficado retida pode significar que “não foram detectadas irregularidades do camião e do camionista”, refere Abel Marques, secretário-geral da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).

O dirigente explica que “a mercadoria tinha de estar acompanhada de uma declaração de qualidade sanitária do país de origem”, para mais numa altura em que ‘apertou o cerco’ ao transporte de bens perecíveis.

No caso de Fuentes de Oñoro, “nada poderá acontecer de mal à empresa ou ao motorista, pois deverá ser o proprietário da mercadoria a responder às autoridades”, ou seja, quem faz a encomenda ou quem a produz.

As coimas para a falta de documentação e de controlo sanitário “podem ascender às centenas de euros”. Segundo Abel Marques, pode variar entre os 200 e os 2000 euros, dependendo do tipo de produto que é transportado. Caso as autoridades sanitárias encontrem irregularidades na qualidade dos ovos de pato, a mercadoria deve ser destruída.

MEDO DA GRIPE DAS AVES

Numa altura em que a Europa – e o resto do Mundo – se preparam para uma possível pandemia de gripe das aves, o controlo e fiscalização dos produtos alimentares têm aumentado nos últimos meses. Em Portugal, a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica realizou várias acções no campo da restauração e dos produtos alimentares. Há dois meses, a ‘Operação Oriente’ levou ao encerramento de 14 restaurantes chineses. Resultado: os proprietários e comerciantes orientais queixam-se de uma quebra significativa na procura destes espaços. Na semana da Páscoa, foram encerrados dois estabelecimentos de produção de alimentos à base de ovos, típicos da Páscoa, e um de abate clandestino de animais. Há pouco mais de uma semana foram inspeccionados vários mercados, sendo detectadas mais de 40 toneladas de alimentos impróprios para consumo, na sua maioria peixe. No início de Abril, foram as rulotes da noite as visadas: a ‘Operação Mostarda’ levou ao encerramento de 21 rulotes. Cinco padarias e pastelarias também foram encerradas em Abril.

Fonte: Correio da Manhã

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