O café-restaurante Galeto recebeu ontem ordem de fecho à sua cozinha, por falta de condições higio-sanitárias..
Na origem da inspecção, conduzida pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), estiveram “queixas e denúncias”, cuja origem a fonte do CM recusou precisar. Na sequência da inspecção foi determinado “o fecho da cozinha” pela já referida falta de condições de higiene e salubridade.
Depois dos sucessivos encerramentos do Monte Carlo, da Roma e da vizinha Colombo (estes dois últimos transformados em McDonald’s), o Galeto é um dos poucos sobreviventes (junto com a Versalhes, no lado oposto da Avenida da República) de um certo tipo de estabelecimentos que marcaram uma época em Lisboa.
FORA DE HORAS
A par com a história e valor simbólico, o Galeto era, e é, um dos poucos restaurantes do centro da cidade onde são servidas refeições para lá da meia-noite, até, pelo menos, às 02h00.
O ‘Bife à Galeto’ serviu ao cirurgião e notório sportinguista Eduardo Barroso para ilustrar uma das crónicas do seu livro ‘Prazeres’.
O restaurante só encerrava uma vez por ano, a 1 de Maio, e antecipava o fecho a 24 de Dezembro, na Consoada, véspera de Natal.
Foi por isso com estranheza que os funcionários do turno da noite deram ontem de caras com os taipais corridos, conforme testemunhou o CM, sem que soubessem ou quisessem, explicar os motivos do fecho.
Fonte: Correio da Manhã
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