ASAE apreendeu 404 quilos de produtos alimentares chineses

A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica apreendeu desde o ínicio da crise da contaminação de leite com melamina 404 quilos de produtos alimentares chineses e realizou mais de 800 fiscalizações.

Em comunicado, a ASAE indica que foram ainda apreendidas 11 unidades de produtos lácteos originários da China e 7,5 quilos de produtos alimentares por deficiente rotulagem ou por estarem fora do prazo de validade.

Na sequência do alerta sobre produtos de origem chinesa para crianças contendo melanina e desde a decisão da União Europeia de impôr condições especiais à importação e comercialização de produtos lácteos e produtos compostos contendo mais de 15 por cento de leite proveniente da China, a ASAE realizou um total de 863 fiscalizações.

Destas acções resultou o encerramento de seis estabelecimentos por falta de higiene, cinco notificações tendo em vista correcções diversas, a apreensão de 644 unidades de produtos não alimentares por deficiente ou falta de rótulo em português.

Foram ainda levantados 86 autos de contra-ordenação, por falta de livro de reclamações, entre outros motivos.

«Pode-se concluir que a existência de produtos alimentares susceptiveis de estarem abrangidos [pela decisão da União Europeia] é diminuta», concluiu a ASAE.

No entanto, acrescenta o organismo, em comunicado, a ASAE «vai continuar no mercado para detectar e impedir a entrada no circuito comercial dos produtos com as caracteristicas mencionadas, bem como daqueles que não estejam devidamente rotulados em português, ou cuja rotulagem ofereça dúvidas relativamente à sua composição».

O escândalo deu-se com a revelação de que produtos lácteos produzidos por pelo menos 22 empresas chinesas continham melamina, um composto químico com alto teor de nitrogénio que perturba o funcionamento do sistema urinário.

Até ao momento, a melamina já levou à morte de quatro bebés, havendo cerca de 53.000 intoxicados na China, 13.000 dos quais hospitalizados. Destes, 104 estão em estado grave.

Fonte: Diário Digital

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