A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) disse ontem não ter sido notificada pela China acerca da colocação das bolachas Príncipe, da Vieira de Castro, numa lista de alimentos por incumprimento dos requisitos de qualidade exigidos no país.
Fonte oficial da Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, que tutela a ASAE, afirmou à agência Lusa que, “até final do dia de terça-feira, a ASAE não foi notificada” de qualquer situação relacionada com as bolachas da Vieira de Castro, na China.
Nos casos em que existe notificação, é procedimento habitual a ASAE iniciar um processo de análise do produto, em Portugal, começando por contactar a empresa que o fabrica, explicou a fonte.
Depois, técnicos da ASAE visitam as instalações de produção, recolhem amostras do produto e fazem análises laboratoriais, pedindo à empresa os resultados de análises que esta possa ter do produto em causa, acrescentou a fonte.
A Autoridade Chinesa de Supervisão da Qualidade, Inspecção e Quarentena (ACSQIQ), incluiu as bolachas Príncipe na sua lista de bens que não cumprem os requisitos de qualidade, ao lado de mais 427 produtos estrangeiros.
A agência governamental chinesa diz ter detectado na sua última inspecção a presença de coliformes nas bolachas.
A Vieira de Castro, que produz as bolachas Príncipe, já garantiu que efectua análises a todos os produtos enviados para a China e que os resultados dos testes são conformes aos requisitos legais exigidos pelas autoridades chinesas.
Um funcionário da ACSQIQ explicou à agência Lusa em Pequim que “a presença na lista não significa que os produtos estão proibidos de entrar na China”.
“Trata-se apenas de um aviso que mostra que, na última inspecção realizada, o produto não cumpria todas as normas de qualidade necessárias”, adiantou o funcionário da ACSQIQ que não se identificou.
A lista com o nome e país de proveniência dos produtos que, segundo a ACSQIQ, não cumprem os parâmetros chineses de qualidade, é publicado de três em três meses na página de internet do órgão supervisor com o título: “Informação de alimentos e cosméticos não qualificados”.
A Vieira de Castro afirmou, em nota enviada à agência Lusa, que “recorre a um laboratório externo acreditado – EGI Sociedade de Engenharia e Gestão Industrial Lda., para efectuar análises aos produtos enviados para a China”.
“Todos os resultados obtidos através deste laboratório atestam conformidade com os requisitos legais exigidos pelas autoridades chinesas”, salienta.
Fonte: Agroportal
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