No primeiro trimestre de 2006, a Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa pretende mergulhar no rio Côa cerca de 200 mil garrafas de vinho tinto do Douro. Este é o segundo estágio subaquático levado a cabo pela adega, mas apresenta uma novidade: pela primeira vez, vão ser lançadas na água cerca de 50 mil garrafas de um vinho produzido só por uma casta, a Touriga Nacional.
Segundo adiantou ao Jornal de Notícias, Fernando Azevedo, enólogo e membro da direcção da Adega, «está a ser preparado, para colocar nas “caves subaquáticas”, um lote de Touriga Nacional e outro, de 150 mil garrafas, no qual entram as castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional».
O local será o mesmo do primeiro envelhecimento, pois segundo explicou o especialista «o sítio não tem correntes devido à confluência próxima dos rios Douro e Côa. Cria uma grande sedimentação natural que confere a ausência de luz e ar, e mantém uma temperatura invariável».
As garrafas serão colocadas a 30 metros de profundidade e acondicionadas em embalagens de 500 unidades cada, concebidas em aço inoxidável. O estágio será de dois anos.
O processo não tem qualquer truque nem segredo «é apenas o constatar do envelhecimento de um vinho na ausência de luz e ar, o que o torna imune à oxidação», acrescentou. Além disso, é «uma forma de promover os vinhos do Douro, num processo inovador a nível mundial».
Quanto à garrafas envelhecidas na primeira experiência no Côa, Fernando Azevedo disse que «restam poucas» e sublinhou ter sido um «bom negócio» para a Adega, pois deu origem a novas encomendas.
Fonte: JN
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