O volume de produção agrícola deste ano será o mais baixo desde o ano 2000 e o rendimento da actividade deverá cair 11 por cento, segundo estimativas hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As primeiras estimativas das Contas Económicas da Agricultura do INE apontam para uma quebra de volume de produção em torno de 7,4 por cento, face ao ano passado e também para uma estagnação de preços (menos 0,4 por cento).
Os cereais registaram as maiores quebras no volume de produção (menos 45,2 por cento) e preços (22 por cento).
O INE atribui a descida abrupta nos cereais à seca e à alteração da Política Agrícola Comum, que desligou da produção os regimes de apoio à agricultura, “desincentivando as sementeiras”.
Também a produção de vinho e frutos registou quebras de volume significativas, respectivamente de menos 20 por cento e de menos 10,6 por cento.
As únicas variações positivas de produção registaram-se nos bovinos (mais 2,4 por cento), suínos (mais 2,2 por cento) e leite (mais 1,6 por cento) que também beneficiaram de subidas de preços.
Este ano, o valor da produção da agricultura portuguesa deverá cifrar-se abaixo de 6,8 mil milhões de euros, a preços correntes, e na casa de 6,2 mil milhões de euros, a preços de 2000.
O rendimento da actividade agrícola deverá regredir cerca de 11 por cento em relação ao ano passado, devido à menor produção do ramo agrícola (negativa em 7,8 por cento) e menor redução nominal do consumo intermédio (negativo em 2,3 por cento).
O valor acrescentado bruto, a preços correntes, apresenta uma quebra de 14,2 por cento, segundo os dados do INE.
O total dos subsídios à actividade agrícola no ano passado aumentou 0,3 por cento, com as maiores descidas a registarem-se nos apoios à produção de cereais (de 200 milhões de euros para 40 milhões) e para ovinos e caprinos, e os maiores aumentos a serem conseguidos pela produção de bovinos e leite.
Fonte: Lusa
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