Viticultores do Douro ameaçados pela baixa dos preços à produção e sem terem quem lhes compre as uva

As vindimas no Douro já estão a decorrer e com perspectivas de aumento de produção.

Porém, os Viticultores estão a ser confrontados com o facto de não terem a quem vender as uvas destinadas ao Vinho Generoso. É uma situação muito preocupante e basicamente provocada pelas grandes empresas do sector que querem forçar novas baixas nos preços das uvas na produção do Vinho Fino ou Generoso.

É sabido que a quantidade de “benefício” para esta campanha foi fixada em 110 mil pipas de Vinho Generoso ( na ordem dos 605 mil hectolitros), em reunião conjunta no Interprofissional do Instituto do Vinho do Douro e Porto, IVDP. Mas as grandes empresas do Douro estão agora a “roer a corda” e não avançam com a compra das uvas e com a indicação do respectivo preço, contrariamente àquilo que aconteceu em anteriores campanhas.

Assim, a situação que agora se está a gerar no Douro – com a falta de escoamento das uvas para o Vinho Generoso e com a ameaça de grandes baixas no preço aos Viticultores – esta situação demonstra a falta que faz, à Região e aos Vitivinicultores Durienses, a Casa do Douro a funcionar no pleno uso dos seus “poderes públicos”.

Ministério da Agricultura não pode querer lavar as mãos como Pilatos.

1 – O Ministério da Agricultura e o Governo devem intervir imediatamente para normalizar a situação no Douro, podendo fazê-lo através do próprio IVDP, de forma a conseguir-se o escoamento do vinho fixado nos quantitativos aprovados para a presente campanha – as 110 mil pipas de Vinho Generoso — a preços justos à Produção.

2 – Deve o Governo, e urgentemente, devolver à Casa do Douro todos os seus “poderes públicos”, tendo em conta a defesa e promoção dos interesses da esmagadora maioria dos Vitivinicultores e de toda a Região Duriense.

3 – A não se verificar a tomada de medidas para resolver esta situação, fica mais uma vez comprovado que o IVDP é, objectivamente, um instrumento ao serviço das grandes empresas do Vinho do Douro e Porto e contra a produção da Região, instrumento esse que lhes foi oferecido (às grandes empresas do Douro e Porto ) através da acção legislativa de sucessivos Governos e dos Partidos que os sustentaram e sustentam na Assembleia da República.

Peso da Régua, 14 de Setembro de 2010

Fonte: Agroportal

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