Vírus H5N1 detectado na Sérvia e na Roménia

O vírus H5N1 da gripe das aves foi detectado em duas localidades do noroeste e oeste da Sérvia e numa povoação do sueste da Roménia, anunciaram segunda-feira responsáveis dos dois países.

«Com base nos resultados dos testes que efectuámos, trata-se do vírus H5N1. Continuamos a aguardar uma confirmação oficial do laboratório de Weybridge, no Reino Unido, mas comportamo-nos já como se se tratasse do tipo de vírus patogénico», afirmou o director do Instituto Veterinário sérvio, Dejan Krnjaic.

Os dois cisnes em que os testes se revelaram positivos ao vírus H5N1 foram encontrados, um em Backi Monostor (200 quilómetros a noroeste de Belgrado) e o outro em Bacevci (junto ao rio Drina, fronteira natural entre a Sérvia e a Bósnia, no oeste do país, acrescentou.

Krnjaic sublinhou que, para impedir a propagação do vírus, as autoridades tomaram todas as medidas necessárias numa zona de três quilómetros em redor das localidades onde os cisnes foram encontrados, nomeadamente, o isolamento das aves de capoeira e controlos regulares.

Entretanto, em Bucareste, o ministro da Agricultura romeno, Gheorghe Flutur, anunciou hoje ter sido confirmada a presença do H5N1 em aves de capoeira em Borcea, sudeste do país.

As cerca de 100.000 aves de capoeira da aldeia serão abatidas e os criadores serão indemnizados, adiantou o ministro.

Testes preliminares realizados no local tinham já indicado domingo a presença de um vírus do tipo H5 da gripe das aves em animais de capoeira da aldeia, que foi colocada sob quarentena.

No total, mais de 291.000 aves de 10.500 criações foram abatidas na Roménia desde a detecção do primeiro foco da doença, em 7 de Outubro.

Com 40 focos confirmados, a Roménia é o país europeu mais severamente atingido por esta epizootia, mas não foi registado qualquer caso de contaminação humana.

Ainda em Bucareste, os ministros e secretários de Estado da Agricultura da Bulgária, Moldávia, Roménia, Turquia e Ucrânia, todos países nas margens do Mar Negro, decidiram hoje colaborar para estabelecer uma estratégia comum na luta contra a gripe das aves.

Flutur sublinhou em conferência de imprensa que a cooperação regional para controlar o H5N1 é muito importante nesta altura, em que se aguarda «a grande migração da Primavera das aves, do sul para norte».

«Decidimos elaborar uma estratégia de comunicação rápida sobre esta epizootia», sublinhou o ministro romeno, adiantando que os participantes acordaram também em realizar de forma conjunta investigações epidemiológicas sem ter em conta as fronteiras.

Também hoje, mas em Genebra, cerca de 30 especialistas iniciaram uma reunião destinada a definir um plano de batalha, nomeadamente, para o caso de o vírus H5N1 da gripe das aves originar uma pandemia humana.

«Os acontecimentos das últimas semanas justificam este receio», disse Margaret Chan, coordenadora da luta contra a gripe das aves na Organização Mundial de Saúde (OMS), ao abrir a reunião, que deverá prolongar-se por três dias, à porta fechada, na sede da OMS.

«O vírus H5N1 atingiu progressivamente as aves selvagens e domésticas de 17 países de África, Ásia, Europa e Médio Oriente», sublinhou.

«Desde o início do século XXI, o receio de uma propagação das doenças infecciosas aumentou muito rapidamente, primeiro sob o efeito da SRAS (síndroma respiratória aguda severa, ou pneumonia atípica) e, agora, da ameaça que representa uma pandemia de gripe», afirmou.

A SRAS matou 776 pessoas na Ásia, em 2002-2003.

Os especialistas reunidos em Genebra deverão afinar as características de um «protocolo para reagir rapidamente e conter uma gripe pandémica», que existe em projecto desde Janeiro, antes de a OMS submeter o texto aos seus 192 países membros.

O H5N1 fez já 93 mortos desde 2003, maioritariamente na Ásia.

Fonte: Diário Digital

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