Vírus chegou ao Reino Unido e Europa promete mais ajudas

O vírus H5N1 já chegou ao Reino Unido. A notícia do aparecimento de um cisne morto na região de Fife, a norte de Edimburgo, foi conhecida ao início do dia de ontem. No mesmo dia em que o Parlamento Europeu anunciou a aprovação de ajudas aos avicultores afectados pela quebra no consumo de carne de aves.

As autoridades escocesas garantiram que já estão a ser aplicadas as medidas de segurança exigidas pela União Europeia para conter a propagação da infecção: a criação de um perímetro de segurança de três quilómetros e de uma zona de vigilância de dez quilómetros. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, lançou um apelo à calma e lembrou que o vírus não se transmite entre humanos mas apenas, e com alguma dificuldade, de aves para humanos.

Na Alemanha, onde o vírus já se transmitiu às aves domésticas, as autoridades acreditam que a contaminação ocorreu devido à proximidade com as aves migratórias. Ontem, o ministro da Agricultura alemão confirmou estas suspeitas, ao afirmar que as aves migratórias encontradas mortas no norte do país também estavam contaminadas com o vírus mortal da gripe aviária. As autoridades sanitárias alemãs vão, por isso, abater cerca de 30 mil aves.

O Parlamento Europeu deu ontem o seu aval para a atribuição de ajudas ao sector avícola, fortemente prejudicado pela quebra de confiança dos consumidores de carne de aves. Os apoios podem ser aplicados em medidas de redução da produção de aves de capoeira ou em campanhas de informação sobre os riscos para a saúde pública ou animal, com o objectivo de restabelecer a confiança dos cidadãos.

No entanto, este consenso entre os vários estados membros precisa de ser validado pelos ministros da Agricultura da União Europeia. Se esta luz verde for dada no dia 25, as medidas poderão entrar em vigor no mês de Maio.

Nos humanos, o número de mortes não pára de aumentar e atingiu ontem os 111 em todo o mundo. A última vítima foi uma adolescente que morreu num hospital egípcio, elevando para três o número de vítimas mortais desta doença no país.

Em caso de pandemia, as perspectivas económicas serão desastrosas, anunciou ontem o Banco Asiático de Desenvolvimento. A gripe causaria um “grande choque económico” capaz de interromper o crescimento económico mundial durante um ano, originando uma recessão em todo o planeta, a primeira desde 1982. Só no continente asiático, os danos poderiam ascender aos 300 mil milhões de euros.

Fonte: DN

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