A Sogevinus deverá facturar entre 33 e 34 milhões de euros este ano, quase duplicando face a 2005, após a aquisição das empresas Barros, Almeida e Ca e Kopke, disse fonte do grupo vinícola.
A fonte adiantou que, do total das vendas, cerca de 45 por cento destinam-se a exportação, principalmente para Dinamarca, França, países do Benelux e Reino Unido.
No ano passado, antes da compra das duas empresas, ontem anunciada, a Sogevinus registou um volume de vendas de 18 milhões de euros, acrescentou a fonte.
Quanto à produção, o negócio potencia o aumento do número de garrafas de vinho conseguidas, passando das 5,2 milhões do ano passado para cerca de 11 milhões esperadas para 2006.
A Sogevinus anunciou ontem a compra das empresas Barros, Almeida & Ca e a C. N. Kopke, para reforçar a presença no sector do Vinho do Porto, atingindo uma quota de mercado de 11 por cento.
Em comunicado, a Sogevinus SGPS, empresa portuguesa detida pela entidade financeira galega Caixanova, explica que com esta operação passa a ser o quarto maior grupo do sector.
“Os stocks de vinhos de Porto ficam avaliados em 23 milhões de euros e os DOC [Denominação de Origem Protegida] Douro em dois milhões de euros”, acrescenta.
No total, o grupo passa a deter 418 hectares no Douro, dos quais 218 hectares são de área cultivada, tendo todas as quintas a classificação A, ou seja, “a melhor possível”, contando ainda com um centro de vinificação de 40 mil metros quadrados.
Com as marcas que possui, a Sogevinus aumenta a sua presença nos mercados de exportação, assegura a liderança na Dinamarca e Holanda e consolida a posição no mercado nacional “com vinhos de qualidade superior”, refere o grupo em comunicado ontem divulgado.
A Sogevinus avança que neste negócio foram incluídas, no Douro, a Quinta de D. Matilde e a Quinta de S. Luiz, que foi remodelada em 1999, tendo recebido “a mais moderna tecnologia de vinificação, cuja produção representa cerca de 13,5 por cento do volume total de facturação”.
Com a aquisição agora anunciada, o grupo Sogevinus “torna-se líder nas categorias superiores, nomeadamente nas colheitas” e passa a registar uma produção anual de cerca de 11 milhões de garrafas.
O objectivo da Sogevinus é procurar responder “às exigências do mercado e atingir com eficácia um maior número de segmentos”, nomeadamente na gama Premium.
Um ano após a aquisição da empresa J.W, Burmester, a Sogevinus pretende continuar a ampliar o número de marcas “de forma sustentada” e a aumentar a área de actuação, como foi a aposta na remodelação recente das Caves Cálem.
O grupo Sogevinus integra empresas de produção e comercialização de vinhos do Porto, investimentos em quintas, distribuição de bebidas e também vários projectos na área do turismo.
Entre as marcas detidas pelo grupo estão as Calem, Burmester, Gilberts, Curva, Trium ou Tavedo Vilar da Galeira.
Fonte: Agroportal
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