Os vinhos e espumantes da Adega da Ervideira destinam-se sobretudo ao mercado nacional, mas as exportações seguem para 23 países e estão prestes a estender-se a mais um, graças à última encomenda, com destino às Filipinas.
«Esta primeira encomenda para as Filipinas» envolve «14 mil garrafas», de vinho branco e rosé, adianta Duarte Leal da Costa, director executivo da Adega da Ervideira, empresa vitivinícola familiar do concelho de Évora, que emprega 42 pessoas.
Mas, o novo cliente estrangeiro, que conheceu os vinhos da empresa alentejana numa das muitas feiras internacionais em que esta participa, não se vai ficar por aqui.
«Os tintos irão a seguir», limita-se a avançar Duarte, precisando que a encomenda que já está preparada, visível em caixas empilhadas e prontas a sair, segue para a «hotelaria e restauração» das Filipinas.
Com capacidade para produzir 1,4 milhões de garrafas por ano, a Adega da Ervideira comercializou, em 2008, «800 mil garrafas» e os responsáveis esperam que as vendas de 2009 possam crescer.
«Este ano, até final de Agosto, comparativamente ao período homólogo do ano passado, estamos com um crescimento de sete por cento. Vamos ver o que é que resulta até ao final do ano», afirma Duarte Leal da Costa.
A produção de uva, “fraca” no ano passado, com uma média de seis toneladas por hectare, deve voltar a baixar este ano, para as cinco toneladas por hectare, embora a qualidade dos vinhos, da responsabilidade do enólogo Nelson Rolo, suscite optimismo.
«Já temos alguns tintos que acabaram a fermentação e pode-se dizer que a qualidade é francamente boa», afiança, garantindo que os brancos também aparentam estar «muito bem«, mas é cedo para ter certeza, pois, a fermentação demora mais tempo.
O grosso da produção da Adega da Ervideira diz respeito a vinhos tintos, destinando-se sobretudo para o mercado nacional, mas as exportações, incluindo os brancos, rosés e espumantes, representam uma importante fatia das vendas.
«Temos andado entre os 35 e os 42 por cento, ao nível das exportações», revela o director executivo, apostado em aumentar a presença da Ervideira no estrangeiro, cujos vinhos já estão presentes, por exemplo, na Europa Central, nos Estados Unidos, Canadá, Angola, Moçambique e Macau, além do sucesso dos espumantes da “casa” no Brasil.
«Vamos exportar agora, pela primeira vez, para as Filipinas e esperamos que seja mais uma bandeira colocada» no globo que a Ervideira quer abarcar, traça Duarte, meio a brincar, meio a sério.
Fonte: Confagri
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