A esperada quebra da produção de vinho no Alentejo por causa da seca, não deverá afectar a sua qualidade, admitiu hoje o presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
Em declarações à agência Lusa, Joaquim Madeira disse que prevê uma produção entre 68 a 72 milhões de litros de vinho este ano, contra os 80 milhões de litros em 2004.
Madeira explicou que a seca tem algum reflexo na produção da uva, prevendo uma quebra de produção em quilos na ordem dos 10 a 15 por cento.
Este decréscimo de produção da uva, disse, deve-se em parte à seca, mas também às condições climatéricas registadas no período de floração.
Lembrando que, actualmente, uma área significativa de vinha é regada, Joaquim Madeira frisou que, apesar da quebra de produção, a qualidade do vinho não vai sofrer os efeitos da seca, devido ao calor e falta de humidade.
“O processo de maturação das uvas está a verificar-se em condições normais”, assegurou, acrescentando que alguns viticultores alentejanos até já iniciaram as vindimas com “excelentes massas vínicas”.
Quanto à maioria dos viticultores, segundo o responsável da CVRA, só vai iniciar a vindima a partir desta semana.
A área de vinha na região é actualmente de 21 mil hectares, enquanto que, há 7 ou 8 anos atrás, se cifrava em 13.500 hectares.
O Alentejo, disse Joaquim Madeira, produz entre 10 a 11 por cento do vinho do país.
Em termos do mercado nacional de vinho de qualidade engarrafado, com Denominação de Origem Controlada (DOC) ou Vinho Regional, o Alentejo representa uma cota de 47 por cento.
Fonte: Lusa
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